Decano do STF defende que sejam vetados delegados da Polícia Federal nos gabinetes dos ministros da Corte 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Gilmar Mendes considera inadequada a relação próxima entre investigadores e julgadores — Foto: Fellipe Sampaio/STF O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), propôs ao presidente da Corte, Edson Fachin, que sejam vetados delegados da Polícia Federal (PF) nos gabinetes. A sugestão é feita no momento em que aumenta a crise entre o ministro André Mendonça e a direção da corporação. A crise pela qual o Supremo passa aumentou no começo da semana, quando foram reveladas mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, a um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. A informação foi antecipada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Valor. Gilmar argumenta que a presença de delegados em gabinetes de ministros tende a influenciar investigações. O ministro considera inadequada manter uma relação próxima entre investigadores e julgadores. Gilmar deve se reunir em breve com Fachin para tratar do tema. Ele já havia afirmado ao ministro que era contra a presença de delegados em gabinetes há cerca de duas semanas. Hoje, quatro delegados atuam no Supremo. O gabinete de Mendonça conta com dois deles, que auxiliam em apurações sobre o Banco Master e as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O gabinete de Moraes também conta com um e um último atua na área de segurança. Fachin tem conversado com colegas desde o início da crise desencadeada pelo relatório da PF que cita Moraes. Ele quer entender as percepções dos demais integrantes da Corte antes de definir os próximos passos. Na quarta-feira (2), ele disse que o STF passava por um momento de “especial gravidade” e que as medidas “cabíveis e necessárias” seriam tomadas no “tempo devido”. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou em junho ofícios a órgãos da administração pública determinando o retorno de agentes e delegados da PF que estavam cedidos. O Supremo ficou de fora. O argumento foi que retirar delegados da Corte poderia prejudicar as apurações. O presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Edvandir Paiva, criticou o pedido do decano. “Certamente os problemas atuais da Suprema Corte não são responsabilidade dos delegados de Polícia Federal, nem dentro, nem fora da Polícia”, afirmou.
Gilmar propõe a Fachin proibir delegados da PF em gabinetes do STF
Decano do STF defende que sejam vetados delegados da Polícia Federal nos gabinetes dos ministros da Corte












