Documento deixa em situação delicada o espanhol, que sempre isentou o Marrocos de responsabilidade pela entrada de dezenas de milhares de imigrantes no território espanhol 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um soldado espanhol escolta um grupo de migrantes de volta à fronteira com o Marrocos, após a travessia ilegal para o enclave espanhol de Ceuta, em 1º de agosto de 2026 — Foto: Jorge Guerrero/AFP Um relatório da polícia espanhola critica "a permissividade" dos policiais marroquinos e seu efetivo "sensivelmente menor do que o habitual" durante a crise gerada pela entrada em massa de imigrantes em Ceuta no fim de julho. Divulgado pelo veículo digital El Español, o documento, ao qual a AFP teve acesso nesta quarta, deixa em situação delicada o governo da Espanha, que sempre isentou o Marrocos de responsabilidade pela entrada de dezenas de milhares de imigrantes naquele território espanhol em 30 e 31 de julho. O Ministério do Interior divulgou respostas de autoridades policiais, segundo as quais "não foi emitido nenhum relatório que atribui a autoria da ação a algum governo, serviço ou pessoa, uma vez que sua autoria intelectual é desconhecida". Investigadores do Centro Nacional de Imigração e Fronteiras (Cenif) fizeram observações sobre a crise do fim de julho em um documento. "Além das celebração dos atos oficiais do Dia do Trono em Rincón/M'Diq [30 de julho], o certo é que as manifestações de uma amostra importante de imigrantes que entraram em Ceuta coincidem com um contingente policial no entorno da fronteira sensivelmente menor do que o habitual. [...] Nos dias 30 e 31 de julho, a resposta policial no Marrocos à mobilização e entrada em massa de imigrantes em Ceuta foi de total permissividade", sem "nenhuma tentativa séria de tentar reduzir, dispersar ou afastar a massa de pessoas do perímetro da fronteira", destacaram os investigadores. 'Conduta de facilitação' "Além disso, as manifestações dos imigrantes entrevistados e as sequências de vídeo compartilhadas pela imprensa e em redes sociais mostram atitudes compatíveis com uma conduta de facilitação da imigração irregular", apontaram os investigadores. Veja fotos da 'prisão flutuante' em que o Reino Unido quer colocar imigrantes 1 de 5 Bibby Stockholm é anunciado como embarcação de luxo no site — Foto: Bibby Marine 2 de 5 Bibby Stockholm é anunciado como embarcação de luxo no site — Foto: Bibby Marine X de 5 Publicidade 5 fotos 3 de 5 Bibby Stockholm é anunciado como embarcação de luxo no site — Foto: Bibby Marine 4 de 5 Plantas do Bibby Stockholm, anunciado como embarcação de luxo no site — Foto: Bibby Marine X de 5 Publicidade 5 de 5 Veja fotos da 'prisão flutuante' em que o Reino Unido quer colocar imigrantes Esses elementos deixam em situação complicada o Executivo de Pedro Sánchez, que, nesta semana, voltou a isentar o Marrocos de qualquer responsabilidade pelo ocorrido: "Não há nenhuma informação" de serviços policiais e de inteligência espanhóis que levante "alguma dúvida sobre a participação das autoridades marroquinas." O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, pediu ao diretor-geral da Polícia que lhe informasse sobre o conteúdo do relatório do Cenif. O diretor negou a existência de um documento que envolvesse as forças de ordem marroquinas na entrada em massa de imigrantes em Ceuta, refutação repetida nesta noite pelo Ministério do Interior. Para analistas, a crise pode ter sido uma mensagem enviada à Espanha pelo reino marroquino sobre a questão do Saara Ocidental, após uma visita de Sánchez a Argel em julho. Ex-colônia espanhola, esse território é controlado em grande parte pelo Marrocos, mas reivindicado pelos separatistas da Frente Polisário, apoiados pela Argélia.
Polícia espanhola critica atuação do Marrocos durante crise migratória em Ceuta
Documento deixa em situação delicada o espanhol, que sempre isentou o Marrocos de responsabilidade pela entrada de dezenas de milhares de imigrantes no território espanhol









