Em 19 de julho, presidente Daniel Ortega afirmou em público que não haveria mais eleições no país, para evitar que a oposição retornasse ao poder 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, durante a 23ª Cúpula dos Estados da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América - Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP), no Palácio de Miraflores, em Caracas, Venezuela — Foto: Gaby Oraa/Bloomberg O Congresso da Nicarágua aprovou ontem uma reforma constitucional que impede partidos de oposição de tomar parte nas eleições e também estende o mandato presidencial, de seis para sete anos, em iniciativa que resultou em críticas dos Estados Unidos e de outros países da região. A reforma, apoiada pelos copresidentes Daniel Ortega e Rosario Murillo — mulher de Ortega —, passou pela primeira votação na Assembleia Nacional. Murillo anunciou na segunda-feira que a emenda constitucional será ratificada em segunda votação na Assembleia, a partir de 18 de janeiro, conforme exige a legislação local. Em 19 de julho, Ortega afirmou em público que não haveria mais eleições no país, para evitar que a oposição retornasse ao poder. O anúncio foi criticado por diversos países da América Central, bem como por Brasil, Bolívia e Chile, na América do Sul. Os Estados Unidos instaram a comunidade internacional a isolar o governo da Nicarágua, e o Panamá retirou o embaixador em Manágua.