PUBLICIDADE Votação sobre o projeto estava originalmente agendada para o início de agosto 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, acena durante ato pelos 47 anos da Revolução Sandinista, em Manágua — Foto: Cesar Perez/El 19 Digital/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/07/2026 - 18:55 Nicarágua adia reforma constitucional que exclui oposição eleitoral A Nicarágua adiou para setembro a aprovação de uma reforma constitucional que visa excluir partidos de oposição das eleições, medida amplamente criticada internacionalmente. O governo de Daniel Ortega, que controla o Legislativo e as autoridades eleitorais, busca impedir a participação de opositores, rotulados como "traidores". Consultas sobre a reforma incluirão diversas instituições e setores do país. A União Europeia e os EUA condenaram a proposta, enquanto o presidente eleito da Colômbia promete romper laços com a Nicarágua. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Nicarágua adiou para setembro a aprovação de uma reforma constitucional que exclui os partidos de oposição das eleições, uma medida que provocou ampla rejeição internacional, anunciou nesta segunda-feira a copresidente nicaraguense Rosario Murillo. A Assembleia Nacional e as autoridades eleitorais – controladas pelo governo — estão preparando as leis solicitadas pelo presidente Daniel Ortega para impedir que "traidores" e "golpistas" a serviço dos Estados Unidos, como ele costuma se referir a seus adversários, participem das eleições. A votação sobre o projeto estava originalmente agendada para o início de agosto. — Assim que o processo de consulta estiver concluído, a comissão especial preparará o relatório correspondente para apresentação à sessão plenária, com o objetivo de aprovar a reforma constitucional nos primeiros dias de setembro — disse Murillo a um veículo de comunicação estatal. A esposa e copresidente de Ortega indicou que a iniciativa foi apresentada ao corpo diplomático na segunda-feira e que o processo de consulta abrangerá vários setores. — Estamos aguardando os resultados deste primeiro encontro respeitoso e amigável com a comunidade diplomática — acrescentou. As consultas incluirão o Supremo Tribunal, o Exército, a Polícia, os setores empresarial e bancário, as igrejas e os povos indígenas, entre outros, mencionou Murillo. Rejeição internacional Diversos países e organizações internacionais rejeitaram a intenção de Ortega — no poder há quase 20 anos — de excluir os partidos da oposição das eleições. A Nicarágua classificou essas críticas como "intervencionistas e imperialistas". "Não somos vassalos de ninguém", respondeu à UE. A Nicarágua deveria realizar eleições gerais em novembro próximo, mas há um ano e meio uma profunda reforma constitucional estendeu o mandato presidencial de cinco para seis anos, de modo que as eleições terão que ser realizadas em novembro de 2027. Ortega, de 80 anos, e sua esposa Rosario Murillo, de 75, governam com poder absoluto e forte controle sobre a sociedade, especialmente após os protestos de 2018, cuja repressão deixou mais de 300 mortos, segundo a ONU. O casal presidencial considera essas mobilizações como uma "tentativa de golpe de Estado" patrocinada pelos Estados Unidos.
Nicarágua adia para setembro a aprovação de reforma que exclui opositores das eleições
Votação sobre o projeto estava originalmente agendada para o início de agosto












