Levantamento de julho mostra queda de 25 pontos em relação ao pico registrado em outubro de 2025 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e o governador interino do estado, Ricardo Couto — Foto: Fotos de Brenno Carvalho e Alexandre Cassiano/O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/07/2026 - 07:35 Desaprovação do governo Cláudio Castro atinge 54% após escândalos e operação policial A pesquisa Genial/Quaest revela que a desaprovação do governo Cláudio Castro atingiu 54%, subindo 14 pontos desde novembro, enquanto a aprovação caiu para 28%. A popularidade de Castro despencou após escândalos e a megaoperação policial de 2025. O interino Ricardo Couto registra 34% de aprovação. A pesquisa, com 1.200 eleitores, destaca insatisfação na segurança e saúde, tendo 95% de confiança. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Dados da pesquisa Genial/Quaest divulgados nesta segunda-feira mostram que a desaprovação do governo de Cláudio Castro (PL) subiu quatorze pontos desde novembro do ano passado, quando o ex-chefe do Executivo atingiu seu melhor momento de popularidade na esteira da megaoperação que deixou 122 mortos em comunidades da Zona Norte do Rio. Este mês, 54% dos entrevistados disseram desaprovar o governo Castro, contra 28% de aprovação. O auge da popularidade de Castro coincidiu com a repercussão da megaoperação policial realizada em 28 de outubro de 2025 nos complexos da Penha e do Alemão. À época, a ação foi apresentada pelo governo como um duro golpe contra o crime organizado e teve forte apoio de parcelas da população, apesar das críticas de organizações civis e de investigações abertas pelo Ministério Público e pelo Supremo Tribunal Federal sobre a alta letalidade. O capital político, porém, não se sustentou por muito tempo. Os índices do governo Castro vêm caindo ao longo do período marcado pela renúncia do ex-governador, da condenação dele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no caso envolvendo o Ceperj e de operações que vincularam o nome dele aos escândalos da Refit e do Banco Master. Ao deixar o Palácio Guanabara, o ex-governador afirmou que pretendia disputar uma vaga no Senado, mas, pressionado, desistiu da empreitada. Em novembro, a aprovação da gestão Castro chegou a 53% e a desaprovação, a 40%. No levantamento anterior, a aprovação já havia despencado 18 pontos, a 35% — agora, cai outros sete, a atuais 28%. Já a desaprovação avançou a 47% antes de superar a metade dos entrevistados na nova sondagem (54%). A avaliação negativa do governo Cláudio Castro cresceu dez pontos desde novembro (30% a 40%) e a positiva despencou 17 pontos no mesmo período (35% a 18%). Também saltou 11 pontos o número de entrevistados para quem Cláudio Castro não merece eleger um sucessor (53% a 64% desde abril). Para um quarto do eleitorado (25%), o ex-governador merece, sim, eleger o próximo ocupante do Palácio Guanabara (na sondagem passada, eram 36%). No novo levantamento, 47% afirmaram que o próximo governador deve "mudar totalmente" em relação à gestão anterior. A proporção de eleitores que defenderam mudanças "apenas no que não está bom" manteve o patamar de um terço (de 34% a 33%). Gestão Couto é aprovada por 34% A renúncia de Castro abriu um período de instabilidade institucional no estado. Sem governador eleito ou vice na linha sucessória, o comando do Executivo foi assumido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, enquanto o modelo de escolha de um governador-tampão segue em disputa judicial. Segundo a Genial/Quaest, a administração Ricardo Couto é aprovada por 34% e reprovada por 25%. Outros 41% não souberam ou não responderam. Três em cada dez entrevistados avaliou como "regular" o governo Couto. Outros 25% apontaram a gestão como "positiva" e 17%, "negativa", enquanto 28% não souberam ou não responderam. As áreas de governo com pior avaliação no estado são a segurança (66% de negativa) e saúde (52%). O levantamento ouviu 1.200 eleitores do Rio de Janeiro entre 21 e 25 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada junto à Justiça Eleitoral sob os números BR-07670/2026 E RJ-02671/2026.