Levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de julho, antes de Washington confirmar a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante encontro em Washington em maio de 2026 — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 10:30 Tarifas dos EUA enfraquecem apoio a Flávio Bolsonaro entre eleitores de direita A pesquisa Genial/Quaest revelou que as novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros reduziram a intenção de voto em Flávio Bolsonaro entre eleitores de direita, incluindo bolsonaristas. A maioria dos entrevistados apoia Lula, atribuindo a Flávio a culpa pelo tarifaço. A pesquisa, realizada antes da confirmação das tarifas, mostra que 63% dos brasileiros acreditam que essas medidas afetarão suas vidas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira indica que o tarifaço americano está no centro do recuo das intenções de voto do pré-candidato à Presidência do PL, Flávio Bolsonaro, entre eleitores de direita. A sondagem veio a público nesta quinta-feira, horas após Washington confirmar a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. A maioria dos brasileiros concorda com Lula (PT) e atribui a responsabilidade pela medida ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), diz o estudo. Os entrevistadores questionaram o eleitorado se o tarifaço aumentava a vontade de votar em Lula, Flávio ou outro pré-candidato. A maior parte (42%) citou o aumento da vontade de apoiar o petista, num aumento de três pontos percentuais desde junho (39%). Variação semelhante se deu no caso do senador, mas para baixo: se eram 30% no mês passado, desta vez, aqueles para quem o tarifaço aumentou a vontade de votar no bolsonarista somaram 27%. "Outro" segue em 23%, e 8% não souberam ou não responderam. O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de julho, antes de Washington bater o martelo sobre a imposição das tarifas. A margem de erro para a amostra geral é de dois pontos percentuais, mas ela varia conforme a segmentação do público para recortes, por exemplo, por posicionamento político. A Genial/Quaest mostra que o aumento da vontade de votar em Lula superou a margem de erro de quatro pontos entre os independentes: eram 26% há um mês e agora são 33%. Essa variação de sete pontos também se deu no recuo nesse eleitorado, por causa do tarifaço, de votar em "outro" pré-candidato (45% a 38%). Os dados indicam que o embate sobre o tarifaço representa um ativo eleitoral para a campanha petista junto a eleitores que não se vinculam à esquerda nem à direita — e que devem ser especialmente importantes para uma vitória em outubro ante a polarização no pleito. Enquanto isso, a pesquisa apontou um recuo fora da margem de erro nas intenções de voto de Flávio na direita não bolsonarista e até entre bolsonaristas. Na direita não necessariamente alinhada ao clã, com margem de erro estimada em cinco pontos percentuais, o senador caiu dez, de 70% a 60%. A vontade desse público de votar em "outro" pré-candidato, considerando o tarifaço, subiu na mesma proporção (19% a 29%). Já na direita bolsonarista, em que a margem de erro é estimada em seis pontos, o tarifaço impactou a intenção de voto em Flávio em sete pontos: 88% a 81%. A intenção, por causa das novas tarefas, de escolher "outro" pré-candidato variou para cima na mesma proporção. Maioria concorda com Lula em embate do 'tarifaço' Na sondagem, os entrevistadores questionaram se a responsabilidade foi do pré-candidato à Presidência do PL, ao pedir a Trump a sanção contra o Brasil, como alega Lula, ou se foi do atual presidente e pré-candidato à reeleição, por "provocar" os Estados Unidos, como argumenta o senador. Quaest: Lula acusa Flávio Bolsonaro de ter pedido o tarifaço contra o Brasil. Flávio afirma ter pedido a Trump para não taxar o país. Com quem você concorda mais? Lula: 51% (em junho, eram 47%);Flávio Bolsonaro: 30% (eram 35%);Não sabe/não respondeu: 19% (eram 18%) Quaest: Para Lula, as novas tarifas são retaliações ao Pix. Para Flávio, são reações às declarações de Lula contra os EUA. Com quem você concorda mais? Lula: 49% (em junho, eram 46%);Flávio Bolsonaro: 33% (eram 36%);Nenhum dos dois: 10% (eram 10%);Não sabe/não respondeu: 8% (eram 8%) Este mês, Flávio discursou em Washington contra o tarifaço sobre produtos brasileiros e defendeu o Pix — numa tentativa de contornar impactos negativos para a campanha pela atuação bolsonarista em prol de sanções estrangeiras contra supostas violações de direitos de aliados. Em maio, em meio à crise da pré-campanha pelas revelações do elo com o banqueiro preso Daniel Vorcaro, o pré-candidato do PL à Presidência foi recebido por Trump no Salão Oval da Casa Branca. Posou para fotos com ele e disse ter discutido o combate ao crime organizado e investimentos estratégicos. A agenda, de acordo com pessoas próximas a Flávio, foi articulada por interlocutores ligados ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, com participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mora nos Estados Unidos, e do influenciador Paulo Figueiredo, aliado do bolsonarismo no entorno republicano americano. Os dois entraram no Salão Oval para a foto com Trump e Flávio. Governistas passaram a atribuir ao grupo a pecha de "entreguista", especialmente após uma carta de Flávio em que ele defende a intenção de "livrar" o Brasil "das garras" do Mercosul (organização intergovernamental regional sul-americana) e aliviar a carga regulatória e tributária sobre empresas de cartão de crédito e outros meios de pagamento — cerne dos ataques de Washington ao Pix. Enquanto isso, bolsonaristas reforçaram o discurso de que o Planalto "provocou" os Estados Unidos e não agiu para evitar o tarifaço. Nesta quarta, Rubio afirmou que Lula não negociou de "boa fé". Segundo a Quaest, 57% dos brasileiros disseram não saber da viagem de Flávio para os Estados Unidos em defesa do Pix e contra o tarifaço. Entre aqueles que apontaram saber da agenda internacional, 58% afirmaram que o senador não tem força para convencer Trump e o governo americano a rever as tarifas, enquanto 34% declararam confiar na força do pré-candidato do PL. Na sua opinião, Flávio Bolsonaro tem força para convencer Trump e o governo dos Estados Unidos a voltar atrás nas tarifas contra produtos brasileiros, ou não? Sim: 34%Não: 58%Não sabe/não respondeu: 8% Na segmentação por posicionamento político, a Genial/Quaest captou que a concordância com Lula — de que as tarifas derivaram de reações ao Pix e não, como alegou Flávio, do que o atual presidente falou — subiu numericamente na esquerda não lulista (85% para 89%); entre os independentes (39% a 44%); e entre os eleitores da direita não bolsonarista (11% a 15%). Em todos os estratos, porém, houve variação dentro da margem de erro, que varia conforme os recortes da amostra geral. Na direita bolsonarista, houve a maior queda na concordância com as alegações de Flávio: eram 75% em junho e agora somam 67% — um recuo de oito pontos, superior à margem de erro da sondagem, estimada em cinco pontos para esse posicionamento político. Mesmo na direita bolsonarista, a movimentação do senador gerou impacto negativo, mas dentro da margem: 87% a 82%. Seis em cada dez brasileiros (63%) destacaram, ainda, acreditar que o tarifaço vai prejudicar sua vida e a de suas famílias. Você acredita que essas novas tarifas impostas por Trump aos produtos brasileiros vão prejudicar sua vida ou de sua família? Sim: 63% (eram 55% na pesquisa de junho);Não: 31% (eram 37%);Não sabe/não respondeu: 6% (eram 8%) A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026,. O Genial/Quaest fez entrevistas com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, de 10 a 13 de julho, pelo país. A margem de erro para a amostra geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, mas varia conforme as segmentações de entrevistados. O nível de confiança é de 95%.
Genial/Quaest: Novo tarifaço diminui vontade de eleitores de direita, inclusive bolsonaristas, de votar em Flávio
Levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de julho, antes de Washington confirmar a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros







