Projeto de reforma constitucional também prevê impedir a participação da oposição nas eleições e será analisado pelo Parlamento, controlado pelo governo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega — Foto: Cesar Perez / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 18:04 Ortega Propõe Reforma para Aumentar Mandato e Excluir Oposição Daniel Ortega propõe reforma constitucional na Nicarágua para ampliar o mandato presidencial de seis para sete anos e impedir a participação da oposição nas eleições. O Parlamento, controlado pelo governo, analisará o projeto em setembro. A iniciativa gera críticas internacionais, com EUA e UE condenando a exclusão de opositores. A medida é vista como um esforço para consolidar o controle de Ortega sobre o país. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A reforma constitucional que pretende impedir a participação da oposição nas eleições na Nicarágua também propõe ampliar o mandato presidencial de seis para sete anos, informou nesta terça-feira a Assembleia Nacional após receber o projeto enviado pelo presidente nicaraguense, Daniel Ortega. O Parlamento — controlado pelo governo — pretende aprovar no início de setembro as leis solicitadas por Ortega para impedir que participem das eleições "vendepátrias" e "golpistas" a serviço dos Estados Unidos, termos que o presidente costuma usar para se referir a seus adversários. — Nosso sistema de Estado e de governo do povo presidente propõe organizar-se com um mandato efetivo de sete anos, renovável — afirmou o presidente da Assembleia, Gustavo Porras, ao ler a parte introdutória da proposta. O texto completo do projeto ainda não foi divulgado. Segundo Porras, a ampliação do mandato "assegura estabilidade na visão, na operacionalidade e na continuidade, enfrentando com toda a energia e clareza as urgências". A copresidente e esposa de Ortega, Rosario Murillo, afirmou na segunda-feira que a proposta de reforma foi compartilhada com o corpo diplomático e que, antes de sua aprovação, também serão realizadas "consultas" com diversos setores da sociedade nicaraguense. Em 2024, uma reforma constitucional já havia ampliado o mandato presidencial de cinco para seis anos e elevado Murillo, então vice-presidente, ao cargo de copresidente. Além disso, adiou para novembro de 2027 as eleições que deveriam ter sido realizadas no fim deste ano. Diversos países e organizações internacionais rejeitam a intenção de Ortega — um ex-guerrilheiro de esquerda que está no poder há quase 20 anos — de excluir os partidos de oposição das eleições. Os EUA advertiram que não permanecerão "de braços cruzados" diante da "ditadura", enquanto a União Europeia (UE) instou o governo da Nicarágua a convocar eleições "em conformidade com as normas internacionais". O presidente eleito da Colômbia, o político de direita Abelardo de la Espriella, anunciou que romperá relações diplomáticas com a Nicarágua quando tomar posse, em 7 de agosto. Já a presidente do México, a esquerdista Claudia Sheinbaum, afirmou que "cada país tem sua autodeterminação e decide como se organiza" ao ser questionada sobre a proposta de reforma na Nicarágua. Ortega, de 80 anos, e sua esposa, Rosario Murillo, de 75, governam o país com poder absoluto e forte controle sobre a sociedade, especialmente após os protestos de 2018, cuja repressão deixou mais de 300 mortos, segundo a ONU. O casal presidencial considera essas manifestações uma "tentativa de golpe de Estado" patrocinada pelos EUA.
Ortega propõe ampliar mandato presidencial para sete anos na Nicarágua
Projeto de reforma constitucional também prevê impedir a participação da oposição nas eleições e será analisado pelo Parlamento, controlado pelo governo













