Evento no Palácio do Planalto, o presidente da República sancionou a lei que amplia oferta de trombolíticos para tratamento de infarto e AVC na rede de urgência e emergência do SUS 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a afirmar que despesa orçamentária nas áreas de saúde e educação não é gasto, mas investimento. O presidente se posicionou sobre o assunto em evento no Palácio do Planalto, dois dias depois de ouvir de banqueiros e empresários a preocupação com a política fiscal do governo. "Eu considero o gasto na saúde, investimento, porque, no orçamento, tudo que a gente faz é gasto. A única coisa que não entra como gasto no governo é o pagamento de juros", relatou o presidente, em um discurso que costuma repetir desde os primeiros mandatos. "Quando a gente coloca o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, em uma cidade] a gente não está gastando, a gente está investindo na coisa mais sagrada do ser humano, que é salvar a vida. E quanto custa uma vida?" "Quando a gente cuida da vida, a gente não discute dinheiro", disse Lula. "A coisa mais triste é quando você está discutindo a elaboração do orçamento da União, todo mundo quer um pedaço, todo mundo. E só quem não tem para participar são as pessoas mais humildes, então o Estado tem de ter gente para lembrar que eles existem." Economistas têm alertado que medidas lançadas pelo governo federal podem elevar a dívida pública e dificultar o controle da inflação pelo Banco Central (BC). Desde o início deste mandato de Lula, a dívida bruta da gestão já subiu mais de oito pontos percentuais em relação ao Produto Interno Bruto, superando os 80% do PIB. Além disso, tanto o Executivo quanto especialistas projetam que o indicador continuará em alta nos próximos anos. No jantar com empresários no Palácio da Alvorada na última segunda-feira (31), Lula procurou reduzir a resistência do setor à sua reeleição neste ano. Segundo aliados, desde o início do terceiro mandato, em 2023, ele foi aconselhado a construir uma interlocução mais próxima com o segmento. O presidente, no entanto, não seguiu essa estratégia e, na avaliação de interlocutores, acabou se distanciando ainda mais deles. No evento hoje, Lula sancionou a lei que amplia oferta de trombolíticos para tratamento de infarto e acidente vascular cerebral (AVC) na rede de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o Ministério da Saúde, a medida visa aprimorar a disponibilidade dos medicamentos na rede pública e fortalece o atendimento a pacientes em situações de urgência e emergência. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — Foto: Reuters/Adriano Machado