Presidente afirmou que país 'fez uma revolução' ao comparar Alexandre Padilha com os titulares da pasta na gestão anterior; cerimônia marcou sanção de lei para fortalecer produção nacional de medicamentos e insumos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Lula em visita ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira — Foto: Domingos Peixoto RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/07/2026 - 16:29 Lula critica ex-ministros de Bolsonaro ao sancionar nova lei de saúde Durante a sanção da lei que institui a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, o presidente Lula criticou os ex-ministros da Saúde do governo Bolsonaro, chamando-os de "mequetrefes", em contraste com Alexandre Padilha. A nova lei visa fortalecer a produção nacional de medicamentos, reduzindo a dependência estrangeira e ampliando a capacidade do SUS, impulsionando pesquisa e inovação. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a fazer críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira. Durante a cerimônia de sanção da lei que institui a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, no Palácio do Planalto, Lula classificou como "mequetrefes" os três ministros da Saúde da gestão anterior ao elogiar o atual titular da pasta, Alexandre Padilha. — Se fizer uma comparação, vendo você (Padilha) falar e vendo os três ministros mequetrefes que o governo passado teve, eu vou dizer que esse país fez um revolução — disse o presidente. A cerimônia reuniu o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros de diferentes áreas do governo. Além de Padilha, participaram a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. A lei sancionada cria a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, estabelecendo diretrizes para ampliar a capacidade nacional de produção de medicamentos, vacinas, equipamentos e outros insumos utilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta, de autoria do deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), foi aprovada pelo Congresso Nacional em junho e tem como objetivo reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros e fortalecer a produção nacional no setor de saúde. A estratégia nacional terá como diretrizes: Fortalecimento do SUS;Garantia de acesso a tecnologias de saúde;Capacitação de recursos humanos;Prevenção e combate a epidemias;Incentivo à produção nacional de medicamentos e dispositivos médicos;Inserção internacional de empresas estratégicas brasileiras;Uso do poder de compra do Estado para estimular a produção local. Os objetivos incluem: Reduzir as dependências produtiva e tecnológica do SUS;Ampliar o acesso universal à saúde;Impulsionar a pesquisa e a inovação;Modernizar o parque industrial da saúde;Alcançar autossuficiência na cadeia produtiva;Estimular investimentos; ePreparar o sistema para emergências de saúde pública. Segundo o projeto, as empresas que desejarem se qualificar como “empresa estratégica de saúde” (EES) deverão atender a condições mínimas, como: Terem como finalidade social a realização de atividades produtivas, de pesquisa, desenvolvimento científico e tecnológico, além do desenvolvimento de parque industrial voltado ao planejamento estratégico em saúde;Disporem, no país, de instalação industrial para fabricação de “produto estratégico de saúde” (PES);Apresentarem histórico de atividade produtiva e de inovação; eTerem capacidade de assegurar continuidade e expansão produtiva no Brasil. Essas empresas terão prioridade em questões regulatórias, em chamamentos públicos e processos seletivos relacionados à pesquisa, desenvolvimento, inovação ou produção, além de acesso facilitado a linhas de crédito do BNDES.