O comitê de clientes que representa na Justiça do Reino Unido as cerca de 400 mil pessoas afetadas pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG), decidiu no último dia 28 trocar a representação das vítimas para o escritório americano Bailey Glasser International, recém-instalado em Londres.

A ação tenta responsabilizar a BHP, uma das donas da Samarco, proprietária da barragem, pelo desastre que matou 19 pessoas e deixou mais de 2.000 desabrigadas em 2015. Quem estava à frente do caso até então era o britânico Pogust Goodhead, especializado em litígios de risco.

O escritório rejeita a mudança. Na segunda (31), o Pogust disse que "o comitê não tem autoridade" para destituí-lo do caso. "O escritório continua representando centenas de milhares de brasileiros atingidos pelo maior desastre ambiental da história do país, e o litígio segue normalmente", afirmou.

O Pogust não informou quais são as competências do comitê. Segundo a banca, essa é uma informação confidencial.

Do outro lado, porém, o próprio grupo contesta. No comunicado que anunciou a transição, o colegiado afirma que uma de suas atribuições é escolher o escritório responsável pelo litígio.