A Vinci SPS Capital abriu processo na corte de Justiça, em Londres, contra o escritório britânico de advocacia Pogust Goodhead. A gestora de fundos pleiteia o pagamento de 84,3 milhões de libras esterlinas (R$ 596 milhões).

A ação tem conexão com outra causa em curso no Reino Unido: a de brasileiros representados pela banca inglesa contra a mineradora BHP, por causa do rompimento da Barragem de Fundão (também chamado de tragédia no Rio Doce), em Mariana-MG, em 2015.

A Vinci atua como "agente de garantias" de fundos que custearam o processo. O termo significa o representante de um grupo de credores em contrato de financiamento.

A Pogust Goodhead emitiu CDBs no Brasil para captar recursos. O pagamento está, segundo a Vinci, garantido por contrato regido pela lei inglesa, que criou uma garantia sobre os valores a serem recebidos na ação.

A gestora afirma que o escritório descumpriu obrigações do acordo. Um deles teria acontecido quando a Justiça determinou que a BHP pagasse aos advogados um adiantamento de custas processuais de 42,72 milhões de libras esterlinas (R$ 302,1 milhões), valor que teria sido pago à Pogust Goodhead em 5 de junho deste ano. Para a Vinci, isso ativou item do contrato chamado de "evento de liquidez", em que credores teriam direito a receber a remuneração pelo investimento.