Tragédia de Mariana (MG) — Foto: Arquivo/Agência O Globo O Instituto Brasileiro de Direito Econômico e Políticas Sociais (IBDEPS) apresentou ao Ministério Público Federal uma representação criminal contra a Pogust Goodhead, escritório que lidera no Reino Unido a ação bilionária movida por atingidos pelo desastre de Mariana contra a BHP. Na peça, protocolada em Minas Gerais, a entidade acusa a banca e seus sócios de possível exercício ilegal da advocacia, estelionato e falsidade ideológica na captação de vítimas brasileiras para processar a mineradora em tribunais ingleses. O documento afirma que o escritório teria criado uma narrativa de descrédito da Justiça brasileira e dos acordos homologados pelo STF para convencer atingidos de que apenas a ação inglesa garantiria “indenizações reais”. A representação cita publicações da Pogust Goodhead dizendo que as vítimas “ainda aguardam justiça” e que a reparação efetiva viria de uma decisão da corte britânica. A petição também questiona a atuação no Brasil do CEO global da banca, Thomas Goodhead, apontando que ele possui apenas autorização restrita como consultor em direito estrangeiro, e não inscrição plena na OAB. A representação se soma à ação civil pública ajuizada pelo próprio MPF em maio do ano passado contra cláusulas dos contratos assinados pela Pogust Goodhead com clientes brasileiros afetados pela tragédia de Mariana. O processo segue em tramitação na Justiça Federal de Minas Gerais e teve sua última movimentação em 13 de fevereiro deste ano, na Subseção Judiciária de Belo Horizonte.