É a primeira acusação formal a apontar existência de esquema no segundo tribunal mais importante do país A Procuradoria-Geral da República apresentou denúncia contra o lobista Andreson Gonçalves, sua esposa e advogada Mirian Ribeiro, dois ex-funcionários do STJ e outras cinco pessoas por suspeita de participarem de um esquema de venda de decisões no Superior Tribunal de Justiça. A acusação é a primeira apresentada no âmbito da Operação Sisamnes, que investiga um esquema de venda de decisões judiciais no STJ, a segunda principal corte de Justiça do país, abaixo apenas do STF. As investigações não apontam o envolvimento de nenhum ministro do tribunal. A PGR acusa os envolvidos dos crimes de corrupção, exploração de prestígio formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional. Trata-se da primeira denúncia a apontar a existência de um esquema de venda de influência no segundo tribunal mais importante do país. Segundo a PGR, o grupo teria constituído uma organização criminosa "desde pelo menos o dia 17 de junho de 2019 e operando até o dia 5 de dezembro de 2023, voltada a pagamento e obtenção de vantagens pecuniárias ilícitas, em troca de interferências no resultado de decisões judiciais proferidas no bojo de processos com tramitação no Superior Tribunal de Justiça, mediante o concurso de funcionário público". Sede do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília — Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil