Prorrogação se dá após serem encontrados indícios da atuação de outros servidores do STJ no esquema; segundo a PGR, a atuação do lobista Andreson Gonçalves "se projetava para além do núcleo" que foi alvo da denúncia já oferecida ao STF Ministro Cristiano Zanin durante sessão plenária do STF — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 16:03 STF amplia investigação sobre esquema de vendas de sentenças no STJ O ministro Cristiano Zanin do STF prorrogou por 60 dias as investigações da Polícia Federal sobre um esquema de venda de sentenças no STJ. A extensão se justifica pela necessidade de aprofundar diligências e investigar a possível participação de outros servidores do tribunal. A PGR já denunciou nove envolvidos, incluindo o lobista Andreson Gonçalves, por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, acolheu um pedido da Polícia Federal e prorrogou por mais 60 dias o prazo para a conclusão das investigações sobre o suposto esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça. Segundo a corporação, a medida se dá para aprofundamento de diligências ainda pendentes. A autorização se dá após a Procuradoria-Geral da República denunciar nove envolvidos no caso por supostos crimes de corrupção, organização criminosa, violação de sigilo funcional, exploração de prestígio e lavagem de dinheiro. Em despacho assinado nesta tarde, Zanin abriu prazo de 15 dias para que os acusados apresentem suas defesas prévias às imputações. Segundo a Procuradoria-Geral da República, é necessário aprofundar "outras frentes investigativas" vez que há indícios de que a atuação do lobista Andreson Gonçalves "se projetava para além do núcleo" que foi alvo da denúncia já oferecida ao STF. O órgão indica que o advogado Roberto Zampieri - morto a tiros em Mato Grosso e a partir do celular de quem foi revelado o esquema de venda de sentenças - era apenas um dos clientes de Andreson no "arranjo negocial estruturado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça". O Ministério Público Federal destacou que "registros informativos esparsos" fazem referência à atuação de outros servidores do STJ, inclusive a tratativas financeiras envolvendo empresas vinculadas a Andreson e servidoras do Tribunal. "Tais circunstâncias apontam para possível ampliação do alcance subjetivo da organização criminosa e reclamam diligências complementares", defendeu a PGR. (em atualização)