Os números do Produto Interno Bruto do segundo trimestre, divulgados nesta terça (1) pelo IBGE, mostram a economia em processo de desaceleração, a despeito do aumento de gastos e crédito público promovido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste ano eleitoral.
O crescimento de 0,5% pode dar a impressão de que a situação não é tão preocupante, mas os componentes do PIB mostram que a taxa de juros astronômica mantida já há algum tempo —impulsionada pelas despesas do governo— tem causado impacto.
O consumo caiu 0,4% e tende a enfraquecer. A inadimplência deu sinais de aumento nos últimos meses, especialmente nas faixas mais baixas de renda, dando a entender que o Desenrola 2 ainda não tem sido tão efetivo quanto desejaria o governo.
Mais ainda, nota-se um mercado de trabalho que se ajusta ao arrocho monetário. Tanto os dados do IBGE quanto os do mercado formal mostram um início, mesmo que lento, de deterioração.
Quem salva o resultado, como vem se repetindo na história recente, são os produtos primários de exportação. Cerca de metade do crescimento do segundo trimestre se deu graças à agropecuária e à indústria extrativa.














