Secretário de Energia dos EUA estará na quarta-feira na Venezuela, onde participará da assinatura do acordo, segundo fonte do governo americano 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Homem segura a bandeira da Venezuela em manifestação perto da Assembleia após invasão do país pelos Estados Unidos — Foto: Maxwell Briceno/Reuters A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou nesta terça-feira o acordo com os EUA sobre o acesso aos recursos petrolíferos do país, antes da chegada a Caracas do secretário de Energia, Chris Wright, na quarta-feira, para a assinatura do entendimento O acordo assegura aos EUA acesso a 20% das reservas da Venezuela. Um empreendimento privado, a North American Blue Energy Partners (NABEP), receberá concessão de 100 anos por 17 campos de petróleo. Autoridades americanas defenderam ontem o acordo, em que Washington assumirá participação acionária. A percepção é de que a iniciativa contribuirá para assegurar acesso a uma fonte estável de oferta — e, ao mesmo tempo, contribuir para a reconstrução econômica da Venezuela. Uma das fontes de Washington diz que é uma “oportunidade geopolítica” para acessar campos que estavam sob a influência de empresas da China e da Rússia. Quando questionada sobre Alejandro Betancourt, cuja empresa, a NABEP, está no centro do entendimento entre Caracas e Washington, a autoridade disse que o empresário não enfrenta na Justiça americana acusações que o impeçam de participar. “Não estou designando nenhum santo aqui”, ressalvou a fonte. O secretário de Energia dos EUA estará hoje na Venezuela, onde participará da assinatura do acordo, segundo fonte do governo americano. A mesma fonte diz que a Chevron anunciará expansão de operações no país, em contrato em separado que também deve ser assinado nesta quarta-feira. As fontes oficiais dos EUA ouvidas pela Reuters dizem que o acordo favorece a construção de uma “Venezuela estável e democrática” no futuro. “A última coisa que queremos é um novo governo, eleito, que venha a herdar um país em crise”, acrescentou uma das autoridades de Washington. A fonte aponta que a próxima rodada de negociações entre governo e oposição sobre transição democrática ocorrerá em meados de setembro. Os EUA detalharam planos para exercer maior controle sobre a operadora privada, no âmbito do histórico acordo para assumir o controle de reservas da Venezuela. Os termos incluem preferência para a compra de parcela significativa da produção de petróleo bruto e poder de veto sobre nomeações para o conselho de administração da empresa. Documento divulgado pela Casa Branca, na segunda-feira, apresentou pela primeira vez os termos do acordo anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada. A Casa Branca afirmou que a NABEP, empresa de capital fechado que receberá as licenças, concederá ao Departamento de Estado o direito de comprar 20% do petróleo comercializado pela companhia, em campos atuais e futuros, a custo equivalente ao de produção. Os EUA receberão preferência pelos 80% restantes, a preços de mercado. Além do poder de veto sobre nomeações para o conselho da NABEP, a maioria dos integrantes do colegiado terá de ser formada por cidadãos americanos. Trump chamou o acordo de “talvez o melhor já feito” e afirmou que pretende usar o petróleo para ajudar a recompor os estoques de emergência dos EUA. “Encher as reservas estratégicas, e faremos isso com rapidez”, disse o presidente americano.
Venezuela aprova acordo que concede petróleo aos EUA
Secretário de Energia dos EUA estará na quarta-feira na Venezuela, onde participará da assinatura do acordo, segundo fonte do governo americano












