Os Estados Unidos veem no acordo para controlar parte das reservas de petróleo da Venezuela uma forma de garantir uma fonte estável de energia no próprio hemisfério e, ao mesmo tempo, reduzir a influência de China e Rússia sobre uma das maiores reservas do produto no mundo, afirmaram altas autoridades americanas em conversa com jornalistas nesta terça-feira (1º).

A Casa Branca considera que ter acesso de longo prazo ao petróleo venezuelano ganha importância diante de conflitos e instabilidades em outras regiões do mundo.

Na avaliação de Washington, esse objetivo de segurança energética está diretamente ligado à disputa geopolítica: interessa aos EUA que um grande fornecedor situado em seu próprio hemisfério esteja alinhado ao país, não a seus adversários.

Uma autoridade descreveu o entendimento como uma oportunidade geopolítica de aproximar esses ativos dos Estados Unidos e vinculou a iniciativa à estratégia americana de buscar um hemisfério "próspero, seguro e alinhado" aos interesses de Washington.

O acordo sobre o petróleo venezuelano foi anunciado por Trump na sexta-feira (28). Segundo o republicano, os EUA terão controle sobre mais 65 bilhões de barris em reservas comprovadas, em parceria com a iniciativa privada e sem custos para os contribuintes americanos.