Acerto prevê concessão de 17 campos pelo período de 100 anos a empresa em que o governo americano terá 35%, além de poder de veto ao Conselho de Administração 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright (de gravata listrada, ao fundo) viaja a Caracas para negociar acordo histórico sobre petróleo — Foto: ANDREW HARNIK / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, viaja nesta quarta-feira a Caracas para fechar com o governo da Venezuela um acordo histórico de exploração de um quinto das reservas petrolíferas do país. Imerso em uma guerra contra o Irã que provocou uma forte subida do preço da gasolina, o presidente americano Donald Trump surpreendeu na última sexta-feira ao anunciar um acordo para explorar campos na Venezuela equivalentes a 65 bilhões de barris de petróleo bruto. Wright conduzirá em Caracas, disse uma autoridade dos EUA a repórteres sob condição de anonimato. Sua viagem coincidirá com o anúncio separado da Chevron sobre seus planos de expandir as operações na Venezuela, disse a fonte. A presidente interina, Delcy Rodríguez, confirmou o que Trump anunciou, embora tenha enfatizado que o seu país manterá a soberania sobre os recursos de hidrocarbonetos, conforme estipulado na Constituição. Nesta terça-feira, o Parlamento – dominado pelo partido que está no poder – e as Forças Armadas venezuelanas apoiaram o acordo. “Acompanhamos, aprovamos e concordamos com todos os termos do recente acordo estratégico que o país teve com os Estados Unidos”, disse o ministro da Defesa, general Gustavo González López, num breve comunicado transmitido pelo canal estatal Venezolana de Televisión. “Transformar uma divergência política num acordo de cooperação econômica é apenas uma decisão de caminho para a paz, não é subordinação”, acrescentou González López. Território autônomo dinamarquês, Groenlândia é alvo dos Estados Unidos 1 de 14 Homens praticam corrida em Nuuk, na Groenlândia — Foto: Jonathan NACKSTRAND / AFP 2 de 14 Casa em Nuuk, na Groenlândia — Foto: Jonathan NACKSTRAND / AFP X de 14 Publicidade 14 fotos 3 de 14 Nuuk, capital da Groenlândia — Foto: AFP 4 de 14 Soldados dinamarqueses desembarcam em porto de Nuuk, na Groenlândia — Foto: Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix/AFP X de 14 Publicidade 5 de 14 Manifestantes com bandeiras da Groenlândia participam de um protesto com o lema “Groenlândia é dos groenlandeses” em frente à embaixada dos Estados Unidos, em Copenhague — Foto: THOMAS TRAASDAHL / RITZAU SCANPIX / AFP 6 de 14 A bandeira da Groenlândia (Erfalasorput) tremula no telhado do Castelo de Tivoli, em Copenhague — Foto: IDA MARIE ODGAARD/RITZAU SCANPIX/AFP X de 14 Publicidade 7 de 14 Nuuk, capital da Groenlândia, em maio — Foto: Sigga Ella/New York Times 8 de 14 Pessoas caminham sobre a neve em Ilulissat, na Groenlândia — Foto: Ivor Prickett/The New York Times X de 14 Publicidade 9 de 14 Casas coloridas no em Tasiilaq, na Groenlândia; acesso ao território dinamarquês ficou mais fácil com inauguração do primeiro aeroporto internacional, que terá voos dos EUA — Foto: Reprodução / Barni1 / Pixabay 10 de 14 O vice-presidente dos EUA, JD Vance, visita a Base Espacial de Pituffik, na Groenlândia, com a comandante Susannah Meyers, destituída dias depois — Foto: Jim WATSON / POOL / AFP X de 14 Publicidade 11 de 14 Iceberg em derretimento em Nuuk na costa da Groenlândia, em fevereiro de 2025 — Foto: Odd Andersen/AFP 12 de 14 Barcos de pesca num porto congelado em Nuuk, na Groenlândia — Foto: Ivor Prickett/The New York Times X de 14 Publicidade 13 de 14 Foto tirada em 1º de julho de 2024 mostra a fragata Triton da frota dinamarquesa (ao fundo) ao largo da vila de Attu, na Groenlândia — Foto: Ida Marie Odgaard / Ritzau Scanpix / AFP 14 de 14 Vista da cidade de Ilulisat na Groenlândia — Foto: Carsten Snejbjerg/The New York Times X de 14 Publicidade Donald Trump manifestou desejo de anexar conjunto de ilhas O subsolo venezuelano abriga as maiores reservas de petróleo do mundo (mais de 300 bilhões de barris estimados), mas a sua produção continua muito limitada. Desde a operação militar dos EUA que permitiu a captura de Nicolás Maduro em janeiro, o governo Trump tem-se concentrado no relançamento da exploração dos recursos petrolíferos e de gás venezuelanos. Este acordo, que suscitou críticas de opositores venezuelanos, mas também de alguns setores pró-governo, não prejudica os planos de longo prazo para a democratização da Venezuela, garantiu aos jornalistas a fonte americana. “Em primeiro lugar, fortalece o interesse nacional dos Estados Unidos (…) de ter a capacidade de comprar petróleo a um preço acessível”, explicou a fonte. E ao mesmo tempo “levará a uma Venezuela próspera, que lhe permitirá então ser uma república estável”, explicou. O plano de Washington continua a ser primeiro estabilizar e relançar a economia venezuelana, altamente dependente das suas exportações de hidrocarbonetos, para que um eventual governo da oposição possa mais tarde herdar um país de pé e com recursos, disse a fonte. Bloqueio total de combustíveis mergulha Cuba em sua pior crise energética recente 1 de 20 Já não há mais gasolina nos postos oficiais e no mercado negro o combustível é comercializado a US$ 9,00 o litro. Foto Yan Boechat 2 de 20 Mulher observa prateleiras vazias de uma farmácia na região central da capital cubana. Foto Yan Boechat X de 20 Publicidade 20 fotos 3 de 20 Moradores do centro de Havana percorrem as bodegas, mini-mercados estatais, em busca de suprimentos básicos a preços subsidiados. Foto Yan Boechat 4 de 20 Mesmo em meio às ameaças de colapso, cubanos seguem buscando meio de encontrar diversão e não suspenderam sequer as festas de 15 anos, extremamente populares no país. Foto Yan Boechat X de 20 Publicidade 5 de 20 Moradores do centro de Havana percorrem as bodegas, mini-mercados estatais, em busca de suprimentos básicos a preços subsidiados. Foto Yan Boechat 6 de 20 Com agravamento da crise, igrejas evangélicas neo-petencostais ganham força entre cubanos prometendo intervenção divina sobre a crise que fustiga o país. Foto Yan Boechat X de 20 Publicidade 7 de 20 Com agravamento da crise, igrejas evangélicas neo-petencostais ganham força entre cubanos prometendo intervenção divina sobre a crise que fustiga o país. Foto Yan Boechat 8 de 20 Com agravamento da crise, igrejas evangélicas neo-petencostais ganham força entre cubanos prometendo intervenção divina sobre a crise que fustiga o país. Foto Yan Boechat X de 20 Publicidade 9 de 20 O Malecón, grande molhe que protege Havana do mar, ainda é fonte de diversão para os segmentos mais pobres da população. Foto Yan Boechat 10 de 20 Mesmo com a pior crise que o país enfrenta em décadas, os serviços de educação e saúde seguem operando em Havana, como essa escola de boxe em Havana Vieja. Foto Yan Boechat X de 20 Publicidade 11 de 20 Havana tem registrado apagões constantes por conta da escassez de combustível causada pelo bloqueio americano, que há mais de um mês não permite a entrada de petróleo na Ilha. Foto Yan Boechat 12 de 20 Com a crise de combustíveis que afeta o país, há cada vez menos carros nas ruas de Havana. Foto Yan Boechat X de 20 Publicidade 13 de 20 Sem combustível para abastecer os caminhões, serviços públicos essenciais, como a coleta de lixo, se tornam cada vez mais raros. Foto Yan Boechat 14 de 20 Com a crise de combustíveis que afeta o país, há cada vez menos carros nas ruas de Havana. Foto Yan Boechat X de 20 Publicidade 15 de 20 Sem combustível para abastecer os caminhões, serviços públicos essenciais, como a coleta de lixo, se tornam cada vez mais raros. Foto Yan Boechat 16 de 20 -Sem combustível para abastecer os caminhões, serviços públicos essenciais, como a coleta de lixo, se tornam cada vez mais raros. Foto Yan Boechat X de 20 Publicidade 17 de 20 Crianças brincam em um parque infantil em ruínas que também serve de lixeira comunitária no centro de Havana. Foto Yan Boechat 18 de 20 Sem combustível para abastecer as usinas térmicas de energia, boa parte de Havana fica às escuras em várias partes do dia e da noite. Foto Yan Boechat X de 20 Publicidade 19 de 20 O Malecón, grande molhe que protege Havana do mar, ainda é fonte de diversão para os segmentos mais pobres da população. Foto Yan Boechat 20 de 20 avana tem registrado apagões constantes por conta da escassez de combustível causada pelo bloqueio americano, que há mais de um mês não permite a entrada de petróleo na Ilha. Foto Yan Boechat X de 20 Publicidade Com escassez, cubanos voltam a andar a pé e ruas são tomadas por lixo e esgoto O papel de Betancourt Pouco antes do anúncio da viagem de Wright a Caracas, a Casa Branca detalhou o complexo acordo para controlar indiretamente os recursos petrolíferos venezuelanos. As autoridades interinas da Venezuela concederam à North American Blue Energy Partners (Nabep), uma empresa petrolífera privada que é o segundo maior produtor privado de petróleo do país, concessões de 100 anos para 17 campos petrolíferos com reservas comprovadas de aproximadamente 65 bilhões de barris. “Sem qualquer custo para o contribuinte americano, a Nabep concedeu ao Escritório de Capital Estratégico do Departamento de Guerra dos EUA uma participação acionária de 35% na sua empresa-mãe”, diz o texto na página da Casa Branca. O governo dos EUA também terá poder de veto no Conselho de Administração da Nabep. Refinaria de petróleo em Punto Fijo, Venezuela, em 30 de dezembro de 2021 — Foto: Adriana Loureiro Fernandez/The New York Times A Nabep pertence a um investidor venezuelano, Alejandro Betancourt, que foi investigado durante anos, pelo menos pela Espanha e pela Suíça, por lavagem de dinheiro, embora essas investigações tenham sido posteriormente arquivadas. Questionada sobre a razão pela qual Washington escolheu negociar com Betancourt, a fonte americana respondeu: "verificamos os seus antecedentes através do nosso sistema. Ele não enfrenta quaisquer acusações nos Estados Unidos por violar qualquer uma das nossas leis". “Isso não acontece só aqui, mas em outras partes do mundo: às vezes você tem que lidar com as dinâmicas que já existem para chegar aonde você quer”, disse ele.
Secretário de Energia dos EUA viaja a Caracas para negociar acordo histórico sobre petróleo
Acerto prevê concessão de 17 campos pelo período de 100 anos a empresa em que o governo americano terá 35%, além de poder de veto ao Conselho de Administração












