Chris Wright disse que 'royalties e impostos vão todos para o povo venezuelano' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright assina acordo com a Venezuela que inclui a exploração de 20% das reservas de petróleo do país — Foto: Juan Barreto/AFP O Secretário de Energia dos Estados Unidos negou nesta quarta-feira que o país esteja "roubando petróleo venezuelano", após críticas ao acordo "histórico" entre as duas nações, que inclui a exploração de 20% das reservas da Venezuela. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou em 28 de agosto que havia chegado a um acordo com Caracas, pelo qual Washington assumirá o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris das reservas do país. A Venezuela espera receber US$ 209 bilhões (cerca de R$ 1,064 trilhão na cotação atual) em lucros ao longo de 25 anos. "Eu vi essas manchetes. 'Estamos roubando petróleo venezuelano.' Claro que isso não é verdade! Os recursos, o petróleo da Venezuela, pertencem efetivamente ao povo venezuelano", disse Chris Wright à AFP, que fazia parte de um pequeno grupo de jornalistas na pista do Aeroporto de Maiquetía, que serve Caracas. "Empresas privadas fornecem o capital para a produção de petróleo, mas os lucros, royalties e impostos vão todos para o governo venezuelano e para o povo venezuelano", afirmou ele ao final de sua visita ao país para a assinatura de acordos nos setores de petróleo e energia elétrica. "Tudo o que estamos fazendo é pegar um recurso subterrâneo ocioso que não traz nenhum benefício para o povo venezuelano e fornecer o capital e a tecnologia para desenvolvê-lo, de modo que beneficie a Venezuela e o mundo", acrescentou, afirmando que existem "esquemas de compartilhamento de receita para a produção". Estados Unidos atacam Venezuela e capturam Nicolás Maduro 1 de 20 Trump confirma 'ataque de grande escala' à Venezuela e diz que Maduro foi capturado — Foto: Reprodução 2 de 20 Explosão em Fuerte Tiuna, maior base militar da Venezuela — Foto: AFP X de 20 Publicidade 20 fotos 3 de 20 Um veículo em chamas na base aérea de La Carlota, em Caracas, após uma série de explosões em 3 de janeiro de 2026 — Foto: JUAN BARRETO / AFP 4 de 20 Vídeo mostra helicópteros de operações especiais sobrevoando caracas — Foto: Reprodução X de 20 Publicidade 5 de 20 Incêndio no Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela — Foto: AFP 6 de 20 Incêndio no Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela — Foto: Luis JAIMES / AFP X de 20 Publicidade 7 de 20 Espaço aéreo vazio na Venezuela enquanto ataques dos EUA atingem Caracas — Foto: flightradar24.com / ESN / AFP 8 de 20 Rodovia Francisco Fajardo, em Caracas, fica vazia após ataques na Venezuela — Foto: Juan BARRETO / AFP X de 20 Publicidade 9 de 20 Venezuelanos deixam o país após anúncio de captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA — Foto: SCHNEYDER MENDOZA 10 de 20 Venezuelanos deixam o país após anúncio de captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA — Foto: SCHNEYDER MENDOZA X de 20 Publicidade 11 de 20 Venezuelanos deixam o país após anúncio de captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA — Foto: SCHNEYDER MENDOZA 12 de 20 O secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, estão atrás do presidente Donald Trump durante o anúncio de um plano para construir navios de guerra da “classe Trump”, em Mar-a-Lago. — Foto: Eric Lee / The New York Times X de 20 Publicidade 13 de 20 Soldados colombianos são vistos em veículos militares na fronteira com a Venezuela, em Cúcuta — Foto: Schneyder MENDOZA / AFP 14 de 20 Caminhão destruído na base aérea de La Carlota, em Caracas — Foto: Juan BARRETO / AFP X de 20 Publicidade 15 de 20 Militares colombianos na fronteira com a Venezuela — Foto: Schneyder MENDOZA / AFP 16 de 20 Passageiros aguardam no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, em Carolina, Porto Rico, após o cancelamento de todos os voos em decorrência dos ataques dos Estados Unidos na Venezuela. — Foto: Miguel J. Rodriguez Carrillo / AFP X de 20 Publicidade 17 de 20 Passageiros aguardam no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, em Carolina, Porto Rico, após o cancelamento de todos os voos em decorrência dos ataques dos Estados Unidos na Venezuela. — Foto: Miguel J. Rodriguez Carrillo / AFP 18 de 20 Trump compartilha imagem que diz mostrar Maduro a bordo do Iwo Jima — Foto: Reprodução | Truth Social X de 20 Publicidade 19 de 20 Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu entrevista à rede de TV americana Fox News após o ataque na Venezuela — Foto: Reprodução / Fox News 20 de 20 Donald Trump fala em coletiva de imprensa após ações militares dos EUA na Venezuela. — Foto: Jim WATSON / AFP X de 20 Publicidade Wright enfatizou a importância de reformar o setor elétrico, considerando os frequentes apagões que duram várias horas no país e o fato de que o setor petrolífero precisa de energia para funcionar. "Precisamos de ambos", disse ele, "energia para os venezuelanos e para os produtores de petróleo. A boa notícia é que já existe uma enorme capacidade de geração de energia elétrica na Venezuela que não está sendo utilizada." "Acredito que, em breve, gigawatts de capacidade serão adicionados ao sistema elétrico venezuelano simplesmente reativando parte da infraestrutura existente", afirmou. É claro, ressaltou, que "a prioridade número um é o povo venezuelano" e a melhoria de suas condições de vida. É mais fácil "aumentar a capacidade de geração de energia nos próprios campos de petróleo, mas ambas as coisas precisam acontecer em paralelo". O Secretário se referiu a um plano de cinco anos para reconstruir o sistema elétrico, com os primeiros efeitos esperados dentro de seis a doze meses. Na frente política, em resposta às declarações de Trump nesta quarta-feira, nas quais ele disse que a Venezuela ainda "não estava pronta" para as eleições, Wright esclareceu que se trata de um processo. "Precisamos fortalecer algumas das instituições civis na Venezuela, mas o plano para as eleições não mudou em nada", disse. "Precisamos estabilizar o país, fazer a economia girar", acrescentou o Secretário. "Não podemos ficar parados, de braços cruzados, enquanto as eleições acontecem", enfatizou.