O Partido Missão recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra decisões do ministro Dias Toffoli que suspenderam a propaganda eleitoral digital da chapa de Renan Santos à Presidência e proibiram sua participação em debates, entrevistas e sabatinas. O mandado de segurança foi protocolado nesta terça-feira (1º) e também é assinado pelo candidato a vice, Aroldo Medina.

A decisão de Toffoli foi tomada sob a justificativa de que a chapa teria informado de forma intempestiva à Justiça Eleitoral os perfis que seriam usados na campanha. A apuração da Folha mostrou que a omissão das contas de Renan abriu uma brecha para que seus perfis continuassem sujeitos às recomendações algorítmicas enquanto os canais de adversários já estavam submetidos ao filtro.

Além da suspensão das redes, o ministro determinou a interrupção dos repasses do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) e proibiu a participação dos candidatos em debates e outros programas de comunicação.

Na ação, os advogados classificam as decisões como "teratológicas e manifestamente ilegais" e afirmam que elas violaram o devido processo legal, o contraditório e a igualdade de oportunidades entre os candidatos. Segundo a defesa, Renan já foi impedido de participar de uma entrevista na Veja e não poderá participar de outra na Jovem Pan.