Medidas incluem a busca por cooperação bilateral e o aprofundamento dos laços com o próprio bloco europeu, além de países como Japão e Canadá 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A ministra das Relações Exteriores da Islândia, Þorgerður Katrín Gunnarsdóttir, fala durante uma entrevista coletiva do governo no Harpa Concert Hall, em Reykjavik, Islândia, no domingo, 30 de agosto de 2026 — Foto: AP Photo/Marco Di Marco A Islândia precisa encontrar novas formas de reforçar sua segurança depois que os eleitores rejeitaram a retomada das negociações para adesão à União Europeia, disse a ministra das Relações Exteriores do país, Thorgerdur Gunnarsdottir, à Reuters nesta segunda-feira. As medidas incluem a busca por cooperação bilateral e o aprofundamento dos laços com o bloco europeu. As declarações foram feitas depois que os islandeses votaram no sábado contra a iniciativa do governo de reabrir as negociações para adesão à UE. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou repetidamente querer adquirir a vizinha Groenlândia e lançou dúvidas sobre o compromisso de Washington com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), intensificou nos últimos meses o debate sobre segurança na Islândia. “Não votamos para eliminar a situação geopolítica. Ela continua existindo, e teremos de encontrar outras formas de aumentar nossa segurança”, disse Gunnarsdottir à Reuters no Parlamento, após uma reunião com a comissão de Relações Exteriores. Ao rejeitarem as negociações para adesão à UE, os eleitores contrariaram os alertas do governo de que a entrada no bloco poderia reforçar a segurança do país. “A UE continua sendo um parceiro muito importante para a Islândia, e precisamos fortalecer ainda mais nossa cooperação. Vamos analisar acordos bilaterais; já temos acordos desse tipo com Finlândia e Noruega”, disse ela, mencionando também Japão e Canadá como parceiros importantes. A Islândia, uma ilha no Ártico com 400 mil habitantes, é membro da Otan, mas não possui Forças Armadas permanentes próprias. Sua defesa se baseia em um acordo bilateral de defesa firmado com os EUA em 1951 e na participação na Otan. No referendo de sábado, 52,8% dos votos foram contra a proposta do governo de realizar negociações com Bruxelas, enquanto 47,2% foram favoráveis. A participação foi de 82,5% dos eleitores aptos a votar. Um eleitor deposita seu voto em uma seção eleitoral instalada na Prefeitura de Reykjavik, em Reykjavik, Islândia, no sábado, 29 de agosto de 2026 — Foto: AP Photo/Marco Di Marco A Islândia faz parte do Espaço Econômico Europeu (EEE) desde 1994, por meio de um acordo com a UE que garante ao país acesso ao mercado único do bloco sem que seja um membro pleno. “Teremos de fortalecer a cooperação dentro do EEE. Um resultado muito positivo do referendo é que todos os partidos islandeses agora estão unidos em apoio ao acordo do EEE”, afirmou.