Decisão é vista como revés para Bruxelas, que via com bons olhos candidatura da ilha 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cartaz com dizeres 'Sim, você pode', da campanha SJA (Sim a um acordo), que apoia retomada das negociações de adesão à União Europeia, em Reykjavik em 28 de agosto de 2026 — Foto: HALLDOR KOLBEINS/AFP Os islandeses rejeitaram a retomada das negociações de adesão à União Europeia, segundo os resultados finais do referendo publicados no domingo — um revés para Bruxelas, que via com bons olhos a perspectiva de uma candidatura da próspera ilha do Atlântico Norte. Em resposta à pergunta "A Islândia deve retomar as negociações de adesão à União Europeia?", 52,8% dos eleitores responderam "não" e 47,2% "sim" na votação realizada no sábado, de acordo com a apuração oficial divulgada pela emissora pública RUV após a contagem de todos os votos. Os islandeses votaram no sábado em um referendo acirrado sobre a retomada ou não das negociações para a adesão ao bloco europeu. O país, com uma população de apenas 400 mil habitantes, solicitou a adesão à UE após a crise financeira de 2009, que devastou sua economia. No entanto, as negociações foram suspensas em 2013, quando um governo eurocético assumiu o poder. No sábado, os 273 mil eleitores da Islândia foram convidados a responder à pergunta: "A Islândia deve retomar as negociações de adesão com a União Europeia?" À medida que a apuração dos votos se aproximava do fim, o voto pelo "não" liderava sobre o "sim" por cinco pontos percentuais — 52,5% contra 47,5% —, segundo resultados em tempo real da emissora pública RUV. Naquele momento, restava apenas uma parte dos votos de um distrito eleitoral a ser contabilizada, e esse distrito já sinalizava uma tendência de rejeição. O resultado representa um revés para a União Europeia, que, além de ver com bons olhos a perspectiva de uma candidatura islandesa, parecia disposta a fazer concessões para facilitar a entrada do país no bloco. Qualquer discussão sobre a adesão dessa próspera ilha do Atlântico Norte seria suspensa pelo menos até 2028.