A Islândia recusou neste sábado (29) retomar as negociações de adesão com a União Europeia. Segundo projeção da emissora pública RUV, o "não" já não poderia ser alcançado na manhã deste domingo, ainda que faltassem a apuração de urnas de localidades mais distantes. Um resultado definitivo é aguardado para as próximas horas.
Segundo analistas, prevaleceu a preocupação com a pesca, responsável por 40% das exportações do país, que teria de se submeter a regras mais rígidas estabelecidas por Bruxelas. Por outro lado, a Islândia seria uma candidata ideal para a UE, que desde os anos 1990 não acolhe um país com contribuição líquida positiva para o bloco.
Ainda que boa parte da campanha tenha versado sobre assuntos domésticos, o principal gatilho para a consulta popular foram as reiteradas ameaças de Donald Trump à vizinha Groenlândia, distante cerca de 300 km do país.
Em um dos tantos lapsos que cometeu nos últimos tempos, o presidente americano trocou o nome território autônomo pertencente ao Reino da Dinamarca pelo da Islândia em manifestações à imprensa e discursos.
Em março, a situação chegou a tal ponto que o gabinete da primeira-ministra, Kristrún Frostadóttir, encontrou espaço político para convocar o referendo. "Este é um grande dia; há anos que esperávamos por isso para poder realizar uma votação", disse a política na manhã deste sábado, logo após depositar seu voto na urna, na capital Reykjavik.











