A guerra no Irã, que completou seis meses na sexta-feira (28), expôs limites da maior máquina militar da história, a operada pelos Estados Unidos.

A dinâmica do conflito desafiou o planejamento militar americano: Washington não só despejou explosivos em mais de 13 mil ataques à teocracia, mas teve de se defender em bases no Oriente Médio e apoiar aliados regionais contra a retaliação iraniana.

O plano presumido de Donald Trump, com a ajuda de Israel, era encerrar rapidamente a guerra com a destruição do comando político e militar do Irã. O país persa foi duramente golpeado, mas uma estrutura horizontal de decisões permitiu que ataques retaliatórios fossem disparados já no primeiro dia da guerra.

E assim continuaram, com Teerã também travando o trânsito no estreito de Hormuz. Trump decidiu abandonar a política de ataques pontuais que vinha adotando desde julho em favor de renovada pressão econômica, segundo relatos, pela ineficácia e pelo alto custo.

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