De modo geral, o consenso da liderança militar é que a operação em curso no Irã, que já dura seis meses, tem sido "excessiva e prolongada demais, segundo uma fonte 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Altos comandantes militares dos Estados Unidos alertaram o secretário de Defesa, Pete Hegseth, sobre os riscos de manter por mais tempo a operação contra o Irã, segundo reportagem publicada pelo Washington Post. Uma avaliação classificada preparada para o Pentágono aponta que a continuidade do conflito pode comprometer a capacidade das Forças Armadas americanas de responder a ameaças em outras regiões, incluindo o território continental dos EUA. De acordo com o jornal, os chefes dos comandos responsáveis pelas operações americanas na Europa, no Pacífico e na América Latina manifestaram discordância em relação à extensão da mobilização de tropas, navios e aeronaves para o Oriente Médio. Eles avaliam que o deslocamento de recursos para a guerra tem prejudicado o cumprimento de outras missões e reduzido as oportunidades de treinamento. De modo geral, o consenso da liderança militar é que a operação em curso no Irã, que já dura seis meses, tem sido "excessiva e prolongada demais", disse uma pessoa familiarizada com a avaliação ao jornal. Os alertas constam da edição de 14 de agosto do Livro de Ordens do Secretário de Defesa (SDOB, na sigla em inglês). O SDOB, geralmente produzido duas vezes por mês, descreve a disponibilidade mundial de navios de guerra, aeronaves, pessoal e sistemas de armas dos EUA. Ele reflete as prioridades do presidente para as forças armadas, que são executadas pelo secretário de defesa, e inclui informações dos principais generais e almirantes das forças armadas, que orientam as diretrizes emitidas pelo Pentágono. A situação seria especialmente preocupante na Marinha. Segundo o Washington Post, o chefe de Operações Navais, almirante Daryl Caudle, afirmou que a Força não consegue manter indefinidamente o atual nível de apoio à campanha contra o Irã, diante da ausência de uma previsão para o fim do conflito. Pouco mais de um quarto da frota americana de destróieres estaria pronta para ser mobilizada, de acordo com a avaliação citada pelo jornal. A guerra também estaria reduzindo estoques de sistemas de defesa aérea, mísseis e drones americanos, além de afetar a manutenção e a disponibilidade de equipamentos. O cenário aumenta a preocupação com a capacidade dos EUA de responder a eventuais novos conflitos, especialmente diante das tensões com a China no Pacífico, segundo o Washington Post. — Foto: Eric Lee/Reuters