A Meta, dona do Facebook e do Instagram, começou a ser julgada em um tribunal federal há algumas semanas. Cerca de 47 estados a acusavam de promover produtos viciantes e nocivos para jovens.

Foi uma ofensiva judicial abrangente. Avaliada em US$ 1,47 trilhão (R$ 7,64 tri), a Meta alertou que poderia ter de arcar com US$ 1,4 trilhão (R$ 7,2 tri).

É dinheiro de verdade, até mesmo no Vale do Silício. Como a Meta já havia perdido ou feito acordos em vários processos envolvendo redes sociais neste ano, críticos e analistas começaram a se perguntar: seria este um momento similar ao que viveu a indústria do tabaco —ocasião histórica em que um passatempo antes popular foi deixado de lado pela ação conjunta de órgãos reguladores, tribunais e ativistas?

Na quarta-feira (26), a Meta chegou a um acordo com os estados. Pagará até US$ 17,1 bilhões (R$ 88,8 bi) ao longo de pouco mais de uma década e modificará suas plataformas de redes sociais para torná-las menos compulsivas para os jovens.

A quantia é consideravelmente inferior a US$ 1 trilhão (R$ 5,2 tri). Os que esperavam o fim das redes sociais tal como as conhecemos e a queda do CEO da Meta, Mark Zuckerberg, manifestaram abertamente sua decepção.