Dirce Carvalho de Almeida tinha orgulho de ser mineira de nascimento e fazia questão de exaltar a cidade de Areado, no sul de Minas Gerais. Sempre que podia, adorava viajar para lá.
Paralelamente ao apego àquela porção de terra onde deu os primeiros passos, as crianças eram outro motivo que dava sabor a sua vida.
Nascida no ano de 1935, Dirce se casou na década de 1950 com Agenor, ascensorista do Banco Central do Brasil. A união gerou quatro filhos: duas mulheres e dois homens.
Com o crescimento dos filhos, Dirce exigiu que todos concluíssem a faculdade. A formação trouxe uma grande satisfação para uma pessoa simples que só havia tido a oportunidade de cursar o ensino fundamental.
O advogado Adilson Carvalho de Almeida, 64, conta que a mãe resolveu, em meados dos anos 1970, se habilitar para dirigir. A iniciativa levou a duas reprovações. Mesmo diante de um quadro adverso, apostou em uma terceira tentativa. Deu certo. A aprovação a transformou numa motorista corriqueira.






