Boa aluna, Cremildes Ferreira Bahr preparava-se para entrar no antigo ginásio quando o pai morreu e a mãe, com 20 filhos, disse que ela teria de deixar de estudar para trabalhar, mas que nunca deveria parar de aprender.
E foi com aprendizado e dedicação que Cremildes conquistou o título de doutora honoris causa pelo Instituto Federal do Paraná, por seu trabalho com o fandango paraense e a cultura caiçara.
Mestra Mide, como era chamada, tinha ascendência africana, indígena e portuguesa, nascida em Curitiba, em família de músicos e poetas.
Mas foi a terra da mãe, Antonina, no litoral do Paraná, que a fez se envolver em pesquisas de campo sobre o fandango, expressão artística da região.
Ao lado do pesquisador Inami Custódio Pinto, ajudou a resgatar a tradição de bater tamancos usados na dança folclórica. "Construiu uma trajetória própria de dedicação à música e à memória das tradições paranaenses", publicou a prefeitura de Curitiba.






