Era comum ver estudantes entrando e saindo da casa da professora Izildinha, mesmo em seus dias de folga. Incontáveis vezes ela abriu portas para eles tirarem dúvidas ou discutir pesquisas. Em seu currículo constam cerca de 100 orientações. Colaborou da iniciação científica até doutorado.
"Sempre foi uma pessoa muito competente e comprometida com a formação dos alunos e com a pesquisa que se dedicava. Era exigente e preocupada com a qualidade dos profissionais que estavam sendo formados", diz a engenheira florestal Gracialda Ferreira, 54, ex-aluna e depois colega de colegiado.
Izildinha de Souza Miranda nasceu em Rondonópolis (MT), em 1962. Era a caçula de quatro irmãos que recebiam da mãe, semianalfabeta, incentivo para estudar.
Sua relação com biologia começa ainda na escola, marcada por uma professora. Começou a faculdade na UFU (Universidade Federal de Uberlândia), onde morou. Depois, concluiu na UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso).
Quando engravidou do primeiro filho, pensou em trancar os estudos, mas foi a mãe que não deixou. Disse-lhe que ajudava no que fosse preciso, mas parar não era uma opção.










