Silenciou uma das vozes do Som da Roça, a afinada orquestra de violas de Vinhedo (SP). Calou uma fala potente contra as injustiças.

Quarto de seis filhos de uma família de fortes raízes católicas, Heitor Gaudenci Júnior seguia os caminhos do irmão Airton e estudava em um colégio agrícola, quando decidiu ser padre.

Entrou para um mosteiro. Nos seus anos ali, entretanto, teve desconfianças e concluiu que não seria a Igreja o instrumento que precisava para mudar o mundo.

Largou a batina antes mesmo de vesti-la. Passou no vestibular de filosofia e, na PUC-Campinas, conheceu o educador Paulo Freire. Acabou moldado por ele e por importantes teólogos, como Rubem Alves.

Se tornou presidente da UNE (União Nacional dos Estudante) durante o mestrado. Nascia ao mesmo tempo o líder político e o educador.