Caso Lulinha, no entanto, fica de fora de bloco do presidenciável do PL; Caiado destaca Goiás, e Cury prega fim da polarização 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lula e Flávio Bolsonaro participam de primeiros atos de campanha no domingo (16) — Foto: Ricardo Stuckert (esq) / Vittor Sales (dir) / Divulgação Na estreia do horário eleitoral para candidatos à Presidência da República, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) — que lideram as pesquisas de intenção de voto — dedicaram a maior parte do tempo às suas biografias, mas também trocaram ataques. Em um momento, a peça de Lula reproduziu trecho do áudio em que Flávio pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Já o senador disse que o petista buscará vender um Brasil de fantasia, enquanto ele falará sobre os problemas reais do país, como endividamento alto e segurança pública. Também estrearam no rádio os candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Os demais candidatos não têm direito a tempo na cadeia de rádio e TV, por não atingirem os requisitos exigidos pela Justiça Eleitoral. Os programas na TV serão transmitidos às 13h e às 20h30. A menção ao caso Dark Horse no programa de Lula ocorreu após um trecho mais longo em que o petista relembrou sua trajetória e destacou investimentos em educação, como construção de institutos federais. Também elencou estatísticas da economia favoráveis à gestão petista, como menor taxa de desemprego. Na sequência, a narradora faz um paralelo entre Lula, que “gosta de trabalhar” e Flávio, “que, além de não gostar de trabalhar, ainda pediu R$ 61 milhões para o banqueiro Daniel Vorcaro”. O programa, então, reproduz trecho do áudio revelado pelo site Intercept Brasil em maio, em que Flávio cobra de Vorcaro o pagamento do financiamento do filme sobre Bolsonaro. O assunto, no entanto, toma poucos segundos da peça, após o narrador dizer que “não quer ocupar o Brasil com notícia ruim desse cara”, em um aceno a eleitores que se declaram independentes e preferem decidir com base em propostas, e não em trocas de acusações. Depois de mais um trecho sobre propostas, como o fim da escala 6x1, o programa retoma acusações contra Flávio, relembrando o escândalo da rachadinha e classificando o senador como “o pior dos Bolsonaros”. Flávio não cita Lulinha Já Flávio, que se apresentou antes de Lula, iniciou seu programa dizendo que tratará do Brasil “real” e não do “Brasil do Lula”. O programa do senador, no entanto, não mencionou as investigações da Polícia Federal (PF) contra o empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, que tem destacado em entrevistas e atos públicos. “Está começando o programa eleitoral. E vão mostrar dois Brasis para você. O Brasil do Lula vai culpar os outros e dizer que tudo melhorou. Vai ter muita cena bonita e linda de ver, agora eu vou mostrar o Brasil real, o Brasil que vive, o Brasil que está dominado pelas facções, que as pessoas nunca tiveram tanto medo, que as empresas estão quebrando e as famílias devendo”, diz o presidenciável do PL. O senador também acena aos independentes, afirmando que “você pode estar de um lado ou de outro, mas todo mundo concorda que o Brasil não está bom do jeito que está”. Flávio Bolsonaro também dedicou boa parte do seu programa a um aceno às mulheres, maior parcela do eleitorado e um dos desafios para a campanha do candidato. Em um trecho, ele é questionado pelo apresentador se “as mulheres da vida” do presidenciável mandam na casa. O candidato então diz que todos conhecem o pai, Jair Bolsonaro, mas quem o formou foram sua mãe, mulher e filhas. “Lá em casa quem manda são elas, ainda bem que é assim. O Brasil só vai ser melhor se as mulheres forem mais fortes e vencerem cada vez mais”, diz Flávio, que também responde a perguntas sobre a sua mulher, Fernanda Bolsonaro, que tem aparecido mais na campanha desde a convenção nacional que confirmou sua candidatura. Caiado foca em Goiás e Cury prega 'fim dos gritos' Antes de Lula e Flávio, Caiado também se apresentou, com foco em sua gestão em Goiás. O programa mencionou temas caros ao presidenciável, como segurança pública. Já Cury, que foi o primeiro a se apresentar e tem apenas 35 segundos, começou seu bloco com um ruído dissonante, antes de uma mensagem em que o presidenciável questiona se eleitores querem mais quatro anos de grito e prega que todos parem de gritar, escutem e curem o país, em linha com o discurso do candidato de se apresentar fora da polarização.