Candidato do PL disse Jair Bolsonaro o convidou para entrar na política, mas citou não Flávio, enquanto postulante do PDT criticou 'política de guerra' e sem mencionou Lula; Michelle Bolsonaro pediu votos para candidatos da direita ao Senado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) durante propaganda eleitoral gratuita — Foto: Reprodução No primeiro programa da propaganda eleitoral gratuita da campanha ao governo do Rio Grande do Sul, Zucco (PL) contou sua trajetória no Exército e citou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas não o filho dele, não Flávio Bolsonaro (PL), que é candidato à Presidência da República. Também falou em “devolver o orgulho gaúcho”. Juliana Brizola (PDT), por sua vez, explorou as enchentes ocorridas em 2024, criticou uma “política de guerra” e focou em educação e saúde. Já o vice-governador Gabriel Souza (MDB) ressaltou o legado de Eduardo Leite (PSD), mas o mandatário não apareceu em sua propaganda. Marcelo Maranata (PSDB) mencionou que seu espaço na televisão era curto e convidou os eleitores a segui-lo nas redes. Com o maior tempo de televisão, Zucco começou o programa em uma área aberta e contou ter trabalhado no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. – Trabalhei na proteção a cinco presidentes, uma função de Estado, não de governo. Independente da minha ideologia, honro meu dever e é com a mesma dedicação, cuidado e competência com que cuidei da vida dos presidentes que vou cuidar da vida dos gaúchos e do nosso Rio Grande — disse. Em seguida, uma apresentadora falou de sua trajetória profissional no Exército, mencionou que ele participou da retomada do Complexo do Alemão, em 2010, e que foi Bolsonaro quem o convidou para entrar para a política. Eleito deputado estadual e federal, Zucco afirmou não ser fruto da política e evitou fazer críticas ao governo atual. Ele disse “reconhecer que o estado teve alguns avanços nos últimos anos, mas que não foi suficiente” e que que quer ser governador “para trazer de volta a prosperidade e protagonismo do Rio Grande do Sul, deixar um legado que devolva o orgulho de ser gaúcho”. Ao fim, o programa foi exibido um jingle que prega mais emprego, estradas, saúde, prosperidade ao agronegócio, segurança e tradição. 'Política de guerra' O programa de Juliana Brizola começou com depoimentos de pessoas que perderam suas casas e bens nas enchentes de 2024 e com a pergunta “tu acha que o nosso povo tem a vida que ele merece?”. Mirando seu principal adversário, Zucco, a pedetista diz que “quem se apresenta como solução só vê um lado” e pratica uma “política de guerra”. Diferentemente do candidato do PL, Juliana não mencionou o presidente Lula (PT), que apoia sua candidatura e cujo partido indicou seu vice, Edegar Pretto (PT). — Nosso estado já foi grande de verdade, referência na saúde, economia e educação. Hoje, a gente tem uma série de governos que até tentam, mas não conseguem entregar o que o povo merece. E quem se apresenta como solução tenta parecer moderado quando todo mundo sabe que só vê um lado, e que todos os outros são inimigos. Uma política da guerra, que só traz destruição. E nosso povo não merece ver mais destruição — disse ela, seguida de uma locutora que ressaltou sua trajetória política como deputada estadual. Com menos de um minuto na televisão, Maranata falou brevemente de sua trajetória como ex-prefeito de Guaíba e brincou com seu pouco tempo de exposição na tela em comparação com seus adversários. — Competência e coragem eu tenho de sobra, só não tenho o tempo de propaganda que eles têm. Te espero no meu Instagram — falou. O quarto e último programa foi de Gabriel de Souza (MDB), atual vice-governador. Diferentemente dos outros candidatos, que aparecem em cenários ao ar livre, ele e seu vice, Ernani Polo (PSD) apareceram sentados em uma sala, como se tivessem sendo entrevistados. Na tentativa de se tornarem mais conhecidos para o eleitor, os dois se apresentaram com nome, idade e cidades de nascimento, e se alternaram nas falas. Gabriel disse que quer “resolver problemas” e os dois mencionam as gestões de Eduardo Leite. — Fomos o estado que mais crescemos no Ideb, somos o estado que quebramos recorde de quebra de criminalidade, que está fazendo mais de 200 obras do Plano Rio Grande para resiliência climática, criamos o SUS gaúcho. Agora é hora de avançar ainda mais, a gente tem que garantir o que já conseguiu avançar e conquistar novos avanços, eu quero ser o governador para que a gente possa ter um novo jeito de seguir em frente — afirmou. Pesquisa Quaest divulgada na última segunda-feira (24) mostrou que Zucco e Juliana seguem concentrando as principais intenções de voto, e estão tecnicamente empatados. O levantamento também mostrou que o vice-governador Gabriel Souza (MDB) aparece abaixo dos adversários da esquerda e da direita. O bolsonarista marca 26%, enquanto a pedetista aparece agora com 23%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, há empate no limite da margem de erro. Já Gabriel Souza tem 9% das intenções de voto. Senado Manuela D'Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT) dividiram a propaganda. Manuela concentrou sua fala na defesa das mulheres, enquanto Pimenta explorou sua trajetória política e sua atuação como ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo Lula. Do outro lado, Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo) aparecem como os nomes da direita para as duas vagas. A propaganda de Sanderson reforçou a oposição ao governo Lula e criticou a reforma tributária, enquanto a de Van Hattem resgatou sua atuação política e sua participação durante as enchentes. A peça de Sanderson teve participação de Michelle Bolsonaro e associou os candidatos da direita ao Senado a Flávio Bolsonaro e Zucco. Na pesquisa Genial/Quaest realizada entre 20 e 23 de agosto, Manuela tinha 12%, Pimenta, 9%, Van Hattem, 7%, e Sanderson, 6%. A eleição deste ano terá duas vagas para o Senado. Ao todo, 13 candidatos disputam as vagas do Rio Grande do Sul.