Ex-primeira-dama resgatou governo do marido e relembrou infância em Ceilândia; programa terá variações na TV e também contará com jingle 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Michelle Bolsonaro em ato de campanha ao lado de Bia Kicis e José Roberto Arruda — Foto: Cristiano Mariz A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou, em sua estreia no horário eleitoral no rádio nesta sexta-feira, que decidiu disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal após receber uma “missão” do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em cerca de dois minutos de propaganda, a candidata resgatou o governo Bolsonaro e relembrou a infância em Ceilândia, mas evitou citar o enteado e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). — Essa (candidatura ao Senado) foi a missão que o meu marido me confiou. Eu estarei ali ajudando em todas as pautas que são caras ao meu coração — afirmou Michelle. A ausência de Flávio ocorre em meio à estratégia da campanha presidencial de ampliar a participação da ex-primeira-dama na corrida pelo Planalto. O conteúdo levado ao rádio, no entanto, terá variações na televisão e ao longo do horário eleitoral. Segundo interlocutores da campanha, a peça hoje da televisão terá um jingle de Michelle, em ritmo de piseiro, com os versos “Forte lutadora, Michelle Bolsonaro, nossa senadora”. A propaganda desta sexta começou recuperando a participação da então primeira-dama na posse de Bolsonaro, em janeiro de 2019, quando ela discursou em Libras. O programa relembrou a promessa feita naquele momento à comunidade surda de que, no governo do marido, seus direitos seriam respeitados e o grupo sairia da “invisibilidade”. — Eu queria homenagear os meus amigos. Eu queria falar para eles: no governo do meu marido, vocês terão seus direitos respeitados, vocês sairão da invisibilidade — disse Michelle no trecho recuperado pela campanha. Na sequência, a candidata apostou na própria biografia. Michelle afirmou ter crescido em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal no entorno do plano piloto, e lembrou que os pais se separaram quando tinha quatro anos e contou que o pai era motorista de ônibus. Disse ainda ter acompanhado a mãe se capacitar para garantir o sustento da família. Ao apresentar as prioridades de uma eventual atuação no Senado, Michelle citou mães atípicas, pessoas com deficiência e entidades do terceiro setor. Depois do espaço dedicado a Michelle, a propaganda apresentou brevemente Bia Kicis (PL), também candidata ao Senado. A deputada destacou sua formação como advogada, os 24 anos como procuradora do Distrito Federal, a votação obtida em 2022 e a passagem pela presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. As duas candidaturas foram apresentadas em conjunto sob a marca “programa Michelle e Bia”. Flávio também não foi mencionado no trecho dedicado à deputada. Na disputa pelo Senado, a senadora Leila Barros (PDT) recorreu à própria trajetória, relembrou a infância em Taguatinga e a carreira no vôlei. A deputada Érika Kokay (PT) apresentou sua atuação parlamentar como marcada pela “teimosia” e pela “insistência” para aprovar políticas públicas, enquanto o pastor Ronaldo Fonseca (PSD) se apresentou como o candidato do ex-governador José Arruda (PSD). BRB e Master entram na disputa pelo GDF Na corrida pelo Palácio do Buriti, a governadora Celina Leão (PP) se antecipou e abordou diretamente a situação do Banco de Brasília (BRB) e defendeu as medidas adotadas desde que assumiu o comando do governo. Já Leandro Grass (PT) transformou o banco e o caso Master em munição contra a atual gestão. Celina adotou um formato de entrevista, batizado de “Rádio da Leoa”, e afirmou ter assumido o governo em um momento “muito delicado”, com problemas nas contas públicas, na saúde e no BRB. Segundo a governadora, em vez de buscar culpados, sua opção foi procurar soluções. — No caso do BRB, nós mudamos toda a diretoria, eu fiz uma auditoria completa e busquei uma saída para o banco ficar de pé, e isso aconteceu — afirmou. A governadora também destacou ações na saúde e na segurança e pediu um voto de confiança para dar continuidade à gestão. Na área da saúde, reconheceu que ainda há problemas nas filas para procedimentos e afirmou que pretende ampliar a estrutura hospitalar do DF. Grass, por sua vez, fez do BRB um dos ataques à atual administração. Em uma propaganda centrada nas filas enfrentadas pela população e no tempo perdido no transporte e nos serviços públicos, o candidato associou diretamente o banco ao caso Master. — Estamos todos indignados com os milhões de reais dos escândalos do BRB e do Master que este governo jogou no lixo — afirmou. Grass procurou contrapor a Brasília dos cartões-postais à vivida diariamente pelos moradores e criticou o que chamou de gestão “Celina-Ibaneis”. O candidato citou filas no transporte público, nas unidades de saúde, nas creches e para obtenção de medicamentos. Também candidato ao governo, Ricardo Cappelli (PSB) explorou as críticas de adversários à sua origem fora de Brasília. Ele assumiu o rótulo de “forasteiro”, mas afirmou estar há 23 anos no Distrito Federal e disse ser de fora da “panelinha” que, segundo ele, governa a capital há anos. — Sou, sim, de fora dessa panelinha que está há anos quebrando o DF. Mas o DF real eu conheço — afirmou. José Roberto Arruda (PSD), por sua vez, apostou na lembrança de realizações de sua passagem pelo Palácio do Buriti. A propaganda citou obras do metrô, intervenções viárias e escolas de tempo integral. O ex-governador afirmou que o Distrito Federal “está sofrendo” e apresentou a experiência anterior no cargo como argumento para retornar ao governo. — Eu já fiz, eu sei o caminho e eu sei como resolver — disse.
Michelle diz que é candidata ao Senado após ‘missão’ dada por Bolsonaro e evita citar Flávio em estreia no rádio
Ex-primeira-dama resgatou governo do marido e relembrou infância em Ceilândia; programa terá variações na TV e também contará com jingle






