Pelo menos 389 pessoas morreram no Nepal e três no Tibete. Ao todo, cerca de mil continuam desaparecidos nos dois territórios. Entre os desaparecidos, estão pelo menos 540 estrangeiros, muitos deles turistas, peregrinos e montanhistas que estavam em uma região conhecida por trilhas. Helicópteros sobrevoam cidades e vales isolados para procurar sobreviventes e levar alimentos e outros suprimentos a milhares de pessoas que ficaram presas em áreas isoladas. Em terra, equipes usam máquinas pesadas e cães farejadores para procurar vítimas sob a lama e os escombros. Dezenas de corpos foram encontrados longe da área mais atingida, levados pela força da água pelos rios que descem do Himalaia. Dibga Tamang foi uma das últimas pessoas resgatadas da cidade de Rasuwa, uma das mais atingidas, na quinta-feira (27). Ela e outras três pessoas foram levadas de helicóptero para uma base do Exército. "Todas as nossas pessoas se foram. Estão mortas. Não tenho ninguém esperando por mim. Tudo e todos se foram. É o fim." No Tibete, equipes de resgate ainda enfrentavam dificuldades para chegar à região mais atingida da passagem de fronteira de Gyirong, segundo a imprensa estatal chinesa. Risco de nova avalanche Casas destruídas por avalanche no Nepal em 26 de agosto de 2026 — Foto: Navesh Chitrakar/REUTERS No Nepal, um lago formado após o bloqueio do rio Bhotekoshi continua enchendo e corre o risco de se romper. Na China, autoridades afirmaram que cerca de 3 milhões de metros cúbicos de água devem chegar nos próximos três dias a outro lago bloqueado por destroços. O volume equivale a aproximadamente 1.200 piscinas olímpicas. Segundo a imprensa estatal chinesa, há um risco elevado de que o lago transborde ou se rompa. O pico da cheia está previsto para 1º de setembro. "O volume de água continua aumentando, e o risco também", afirmou Zhu Jinfeng, pesquisador do departamento de hidrologia do Ministério dos Recursos Hídricos da China, à emissora estatal CCTV. *Com informações da Reuters. LEIA TAMBÉM VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1