Funcionário de hidrelétrica registra fuga desesperada em meio a avalanche de lama no NepalVivek Shrestha disse que estava em uma 'situação muito difícil' e foi resgatado de helicóptero. Após o colapso de uma geleira, inundações devastaram a fronteira entre Nepal e Tibete, matando 584 e deixando 1,9 mil desaparecidos. As operações de resgate foram retomadas após riscos serem considerados administráveis. No entanto, novas ameaças surgiram com o rompimento de uma barragem de detritos. Equipes de resgate enfrentam dificuldades devido a deslizamentos e áreas isoladas. O desastre é o mais mortal no Nepal desde 2015, com turistas e peregrinos entre os desaparecidos.As autoridades chinesas informaram que os riscos decorrentes do transbordamento de um lago formado após o colapso de uma geleira, que provocou inundações catastróficas na fronteira entre o Nepal e o Tibete, região autônoma da China, tornaram-se administráveis, permitindo a retomada das operações de resgate suspensas. A tragédia deixou ao menos 584 mortos e mais de 1,9 mil pessoas desaparecidas.Ainda conforme a agência de notícias Reuters, o Nepal e a China emitiram alertas na quinta-feira, 27, sobre novos riscos de inundações no Himalaia, devido ao rompimento de uma barragem causada por detritos, que levou à formação de um lago que já ameaçava desabar.Socorristas usam uma escavadeira para levar uma vítima de inundação repentina para um local seguro ao longo do Rio Trishuli, no distrito de Nuwakot, no Nepal. Foto: Niranjan Shrestha/APIncidente aumentou o risco de novas ondas de água e lama na regiãoPUBLICIDADENesta sexta-feira, 28, o Nepal ordenou que as equipes de resgate que procuram sobreviventes das enchentes se retirassem para áreas seguras após o rompimento de uma barragem de detritos no Tibete.Os milhares de socorristas mobilizados em ambos os lados da fronteira recuperaram, até o momento, 584 corpos — 579 no Nepal e cinco na China — da imensa massa de lama que, na quarta-feira, 26, soterrou casas, derrubou pontes e arrastou veículos, tanto no Nepal quanto na região autônoma chinesa do Tibete.Mais de 1,9 mil pessoas estão desaparecidas, entre elas turistas que visitavam a região do Himalaia e dezenas de peregrinos hindus que viajavam para o Monte Kailash, no Tibete.Leia tambémEntenda em vídeos, fotos e infográficos o tamanho do desastre causado pelas enchentes no NepalSegundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o desastre, considerado o mais mortal no Nepal desde o terremoto de 2015, foi provocado pelo rompimento de uma geleira. O colapso desencadeou um grande fluxo de água, gelo e detritos.PublicidadeA enchente também formou grandes bolsões de água na região. Um deles rompeu nesta sexta-feira no Tibete, aumentando o risco para as equipes que trabalham nas buscas.Casas parcialmente submersas em águas barrentas à beira de um rio após inundações repentinas em Trishuli Bazar, no distrito de Nuwakot, no Nepal, em 26 de agosto de 2026 Foto: Prabin Ranabhat/ AFPA polícia nepalesa pediu que todos os socorristas “se deslocassem imediatamente para um local seguro” depois de receber informações de que uma nova barragem havia se rompido no lado tibetano.Na China, as autoridades suspenderam as operações de resgate em Gyirong, uma das áreas mais atingidas no Tibete, devido ao risco de novas inundações. A emissora estatal CCTV informou que um lago formado pelo acúmulo de grandes volumes de detritos começou a transbordar em direção à área onde estavam as equipes de emergência.PublicidadeOs socorristas que já tinham chegado ao local foram orientados a recuar cerca de um quilômetro e aguardar novas instruções.Em uma reunião presidida pelo presidente chinês, Xi Jinping, nesta sexta-feira, autoridades destacaram os riscos provocados por geleiras, lagos glaciais e outros desastres geológicos na região. Segundo a agência estatal Xinhua, o governo afirmou que as operações de resgate enfrentam “grandes dificuldades”.Buscas continuamNo Nepal, militares localizaram pessoas presas em um túnel do projeto hidrelétrico Trishuli 3A. Helicópteros foram enviados à região, mas as equipes enfrentam dificuldades para localizar os acessos ao túnel.PublicidadeCerca de 350 trabalhadores e moradores foram retirados do local com segurança. Os esforços continuam para resgatar mais de 100 pessoas que permanecem presas na mesma área.As enchentes também atingiram outros projetos hidrelétricos ao longo do vale de Trishuli. A destruição dificultou o acesso das equipes de emergência, enquanto os estoques de água e alimentos começaram a diminuir nas áreas isoladas.Na Índia, as autoridades recuperaram sete corpos em rios que descem do Nepal e que podem ser de vítimas das enchentes.PublicidadeAo menos 910 pessoas, entre elas 517 turistas estrangeiros, estão incomunicáveis no Nepal. Cidadãos indianos representam o maior grupo entre os estrangeiros desaparecidos. Os Estados Unidos informaram que 90 de seus cidadãos estão sem contato.No Tibete, região de difícil acesso para jornalistas estrangeiros, as autoridades chinesas afirmam que centenas de pessoas estão desaparecidas e que três morreram. Também foram retirados da região 555 turistas e 499 moradores chineses que estavam isolados no local.Dezenas de peregrinos hindus estão entre os desaparecidos. Muitos viajavam para o Monte Kailash, considerado sagrado pelos hindus e localizado em território chinês, próximo à fronteira com o Nepal.As buscas continuam, mas o risco de novas inundações e deslizamentos dificulta o trabalho das equipes de emergência e o acesso às áreas mais atingidas. /Com informações também da AFPVale ler tambémAs lições para o Brasil da postura canadense em relação a TrumpPor que Trump está usando vistos de entrada nos EUA como ferramenta de pressão política?Quem está por trás da revolta contra os data centers nos EUA?
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Buscas continuam por desaparecidos, mas o risco de novas inundações e deslizamentos dificulta o trabalho das equipes de emergência e o acesso às áreas mais atingidas










