Operações de resgate são retomadas na fronteira entre Nepal e Tibete após possibilidade de nova inundação Trabalhos haviam sido interrompidos após o transbordamento de um lago formado por uma barreira natural; desastre deixou centenas de mortos e mais de 1,5 mil desaparecidos. Número de mortes triplica no desastre do Nepal e chega a 469 As equipes voltaram à região depois que as condições permitiram a retomada das buscas. A enchente atingiu a região do rio Bhote Koshi, perto da passagem de Gyirong, um importante ponto de ligação entre o Nepal e o Tibete. A enxurrada carregou água, lama, pedras e blocos de gelo por vales do Himalaia. Estradas e pontes foram destruídas, dificultando o acesso das equipes de emergência às áreas mais afetadas. A região também é frequentada por turistas e peregrinos que seguem em direção ao Monte Kailash e ao lago Manasarovar, no Tibete. Por isso, entre os desaparecidos há centenas de estrangeiros. No Nepal, autoridades registraram pessoas de países como Índia, Estados Unidos, Austrália, Reino Unido e Canadá entre os que ainda não foram localizados. LEIA TAMBÉM O desastre ocorreu durante a temporada de monções, período marcado por chuvas intensas no Nepal. Especialistas avaliam que o colapso de uma geleira pode ter desencadeado a sequência de eventos que levou à enchente. O aquecimento do Himalaia tem aumentado a preocupação com o derretimento de geleiras e a formação de lagos que podem romper barreiras naturais, embora ainda não seja possível atribuir diretamente a tragédia desta semana às mudanças climáticas. Equipes de resgate usam uma máquina de terraplenagem para levar uma vítima de uma enchente no Nepal, na quarta-feira, 26 de agosto de 2026. — Foto: AP Photo/Niranjan Shrestha