Estava com meu neto de quatro anos pesquisando receita de bolo com o tema do Simba para seu aniversário. A cada pergunta, ele fazia outra mais detalhada, e o telefone ia trazendo novas sugestões de enfeites e recheios. De repente, ele me diz: “Esse seu telefone sabe muita coisa, vovó”. Essa é uma geração que nasce convivendo com IA e sem medo. A curiosidade das crianças é ilimitada. Sabem que podem ir testando o conhecimento do “celular”.Há uma divisão de opiniões sobre IA e o futuro: os pessimistas, que só enxergam catástrofes, e os mais otimistas. Convivo com os dois grupos e, como o futuro dessa tecnologia está indefinido – até onde iremos? –, todos têm um pouco de razão nas suas considerações. Eu tendo para o segundo grupo. Claro que o risco de o fosso entre educação pública e privada se aprofundar é real. Alexandre de Moraes promoveu o jantar que reaproximou Lula de Alcolumbre Foto: Wilton Junior/EstadãoPUBLICIDADEDiferentemente dos meus netos, milhões de crianças não têm acesso ao mundo digital na palma da mão, ficando distantes do universo de Gemini, Claude ou ChatGPT. Esse gap precisa ser fechado. O problema é que soluções vão sendo debatidas num ritmo incompatível com a rapidez do avanço da IA. O horizonte, sem dúvida, se encurtou, e isso me preocupa. Meu lado pessimista sobre o futuro está concentrado nas mudanças climáticas chegando mais rápido do que eu imaginava. Não sei como será a vida dos meus netos, o que me apavora. Sobre IA, acho que eles vão tirar proveito da novidade, vão aprender a perguntar, a desconfiar das respostas e a ampliar seu conhecimento.A IA pode muito, mas não pode tudo. Precisa ser alimentada por informações que nem sempre estão disponíveis. Eu tenho várias perguntas a fazer, mas desconfio de que meu telefone não vai responder:PublicidadeQual o real objeto do tal contrato de R$ 129 milhões? Os U$ 25 milhões foram gastos só na superprodução de Dark Horse? Em nome de quem Marcola, chefe de gabinete da Presidência, negociava contratos e agrados com a lobista do INSS? Qual o critério para levar um caso à 1ª instância ou deixar no STF? O que define o sigilo de 100 anos para determinado assunto? Por onde anda Toffoli? Quando terminará o inquérito das fake news? Por que o jornalista do Maranhão é blogueiro e os “blogueiros progressistas” são jornalistas? Se nem a discussão sobre sigilo da fonte (art. 5.º da CF) vai a plenário, para que ele serve? E o mais importante: por que a conversa entre o presidente da República e o presidente do Senado foi em jantar promovido por Alexandre de Moraes, e não via agenda oficial? Qual foi o cardápio oferecido que fez Alcolumbre virar aliado do Lula?Hakuna Matata: vou me concentrar no bolo do Simba. Vale ler tambémQuebradeira tem razões que vão além do juro alto: ela começa quando as coisas mudam; e o varejo, nãoQuem tem o melhor plano de governo para as contas públicas?Nem toda versão errada sobre você precisa ser corrigida
Opinião | Pergunta à IA: Qual cardápio fez Alcolumbre virar aliado do Lula, em jantar promovido por Moraes?
Eu tenho várias perguntas a fazer, mas desconfio de que meu telefone não vai responder











