Trimestre móvel encerrado em julho registrou 37,5% de taxa de informalidade, contra 37,2% no trimestre móvel encerrado em abril 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro aumentou, do trimestre finalizado em abril para trimestre encerrado em julho, de 37,2% para 37,5%, na ótica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Essa taxa é fatia de trabalhadores sem proteção trabalhista, sem registro oficial ou sem formalização no total da população ocupada. O aumento representou um salto de 38,1 milhões para 38,8 milhões de trabalhadores informais, no período. William Kratochwill, pesquisador do IBGE, foi indagado sobre razões de aumento da informalidade, no período. Embora tenha observado que condições de atividade econômica tenham influência no resultado, o especialista ponderou que, no caso do Brasil, é preciso analisar o tema sob ótica estrutural. Ele lembrou que os informais, na Pnad, incluem empregados no setor privado sem carteira assinada, empregados domésticos sem carteira, empregadores sem registro (CNPJ) e trabalhadores por conta própria sem CNPJ. E que a maior parcela de trabalhadores informais se concentra no grupo dos "trabalhadores por conta própria", dentro da pesquisa. Leia mais: A dinâmica dos “por conta própria”, no Brasil, é muito específica, notou. Muitos iniciam no setor informal, frequentemente com ensino médio completo ou menos, como alternativa para obter renda e começar a trabalhar, disse. À medida que seus negócios crescem, podem transitar para a condição de empregador. Nesses casos, a contratação de outros é frequentemente informal, dada a própria informalidade do negócio principal. Assim, a formalização do negócio, por meio de estruturais como MEI ou CNPJ, ocorre em um estágio mais avançado de crescimento, o que leva à redução do número de trabalhadores por conta própria informais. Mas isso demanda tempo, notou. O recente aumento de empregados no setor privado sem carteira, disse, pode ser atribuído a empresas já formalizadas que optam por contratar informalmente ou a empresas que operam de forma informal desde o início. Isso é uma característica do mercado de trabalho brasileiro, disse. “E esse crescimento pode se dar também pela estrutura da economia que nós temos no país, com quase 38% [de taxa de] informais, isso pode acabar gerando mais ocupações informais”, afirmou. “Quando olhamos países desenvolvidos, Estados Unidos, Noruega, os países do norte da Europa, os trabalhadores por conta própria, eles são uma parcela muito pequena. Mais de 90% daquelas populações é empregada, naturalmente formalizada”, disse. “Então é um passo adiante que a economia tem que dar, tem que acontecer de alguma forma para que nós tenhamos um emprego [mais formalizado]”, ponderou. — Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Informalidade em alta no mercado de trabalho do país é estrutural, diz IBGE
Trimestre móvel encerrado em julho registrou 37,5% de taxa de informalidade, contra 37,2% no trimestre móvel encerrado em abril











