A queda da ocupação no trimestre encerrado em abril, ante aquele concluído em janeiro, foi puxada pelo setor informal, aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pelos dados da pesquisa, o número de pessoas ocupadas caiu 0,3% nesta base de comparação, enquanto o recuo no setor informal foi mais intenso, de 1,1%. Em números absolutos, houve queda de 338 mil pessoas ocupadas e de 407 mil trabalhadores ocupados no setor informal. Entre os trabalhadores informais, o maior recuo se deu entre empregados por conta própria sem CNPJ (-188 mil pessoas) e empregados do setor privado sem carteira (-152 mil). “A população ocupada informalmente caiu um pouco mais que o total. Parte importante da queda da população ocupada veio de fato do setor informal, haja vista a variação negativa do setor foi mais intensa”, afirmou a coordenadora das pesquisas por amostra de domicílios do IBGE, Adriana Beringuy. A taxa de informalidade do mercado de trabalho – parcela de trabalhadores empregados no setor informal do total dos ocupados – foi de 37,2% no primeiro trimestre de 2026 foi de 37,2%, menor nível da chamada série comparável [trimestres cujos meses não se sobrepõem e podem ser comparados, segundo o IBGE]. Esta é a mesma taxa do trimestre de maio a julho de 2020, no auge da pandemia. “As taxas são as mesmas, mas as condições são diferentes. Agora, temos um nível menor de informalidade por causa do aquecimento do mercado de trabalho. Naquele momento, a explicação era o efeito composição, já que a necessidade de isolamento social na pandemia obrigou trabalhadores informais a deixarem o trabalho”, explicou a coordenadora do IBGE. — Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Queda da ocupação no trimestre encerrado em abril foi puxada por setor informal, diz IBGE
Número de pessoas ocupadas caiu 0,3%, enquanto o recuo no setor informal foi mais intenso, de 1,1%













