Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) referentes ao trimestre móvel de maio a julho foram divulgados nesta quinta-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Candidato preenche ficha para vaga de emprego no Rio — Foto: Daniel Marenco/Agencia O Globo A taxa de desemprego se manteve nas mínimas históricas, com 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho, informou nesta quinta-feira o IBGE, ao divulgar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). É a menor taxa para o mês desde 2012, mas o rendimento ficou estável. Houve queda na taxa. No trimestre móvel imediatamente anterior, terminado em abril, o indicador foi de 5,8%. Um ano antes, nos três meses encerrados em julho de 2025, havia ficado em 5,6%. É a menor taxa para os trimestres móveis terminados em julho da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. A taxa ficou em linha com o esperado pelo mercado. Segundo pesquisa do jornal Valor, a projeção de analistas era exatamente de 5,3%. Geração de vagas, com recorde de ocupados A ligeira queda no desemprego foi puxada pela geração de postos de trabalho, formais e informais. Em um ano, foram criadas 899 mil vagas de trabalho no trimestre móvel até julho, quando se considera a variação da população ocupada. No total, 103,3 milhões estavam empregados, em trabalhos formais e informais, em todo o país, renovando o recorde da série histórica do IBGE. Na passagem de um trimestre móvel para o outro, foram criadas 1 milhão de vagas, com um avanço de 1% na população ocupada. Com isso, o total de desempregados — pelo critério global das pesquisas sobre mercado de trabalho, seguido pelo IBGE, são as pessoas que estão procurando emprego, mas não acham — ficou em 5,8 milhões, queda de 8% (503 mil pessoas a menos) ante o trimestre móvel imediatamente anterior. No período de um ano, foi uma queda de 4,9%, ou 299 mil desempregados a menos. Rendimento tem ligeira queda, sinal de desaceleração Ao longo do primeiro semestre do ano, a taxa de desemprego veio registrando níveis abaixo dos vistos na primeira metade de 2025, mas com leituras muito próximas na comparação mês a mês. Especialistas têm visto aí um sinal de estabilização, após sucessivas melhoras desde a retomada da economia após a pandemia de Covid-19. Como a estabilização ocorre com a taxa de desemprego nas mínimas, ainda é um sinal de aquecimento do mercado de trabalho. A desaceleração aparece nos dados de renda. Na passagem do trimestre móvel terminado em abril para o encerrado em julho, houve ligeira queda, de 0,7%, no rendimento real habitual de todos os trabalhos, para R$ 3.762. Para o IBGE, a pequena variação significa estabilidade. Na comparação com um ano antes, o rendimento médio do trabalho ainda cresceu 3,3%. Ao longo deste segundo semestre, especialistas esperam que a estabilização seja convertida numa piora. Em parte, por causa da desaceleração da economia. Após o crescimento econômico de 2,3% registrado em 2025, analistas esperam avanço de 1,9% este ano, conforme a mais recente edição do Boletim Focus, pesquisa de estimativas feita pelo Banco Central (BC).