País tinha 5,8 milhões de desempregados no período, retração de 8% frente ao trimestre móvel anterior, encerrado em abril, e queda de 4,9% frente a igual período de 2025 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A taxa de desemprego no país foi de 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho. O resultado ficou abaixo do verificado no trimestre móvel anterior encerrado em abril (5,8%) e abaixo do resultado de igual período de 2025 (5,6%), mostrou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou igual à mediana das expectativas de 21 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo VALOR DATA, que apontava para uma taxa de 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho. O intervalo das projeções ia de 5,3% a 5,7%. A taxa de 5,3% foi a menor para trimestres finalizados até julho desde o começo da série pesquisa, iniciada em 2012. A informação foi confirmada por William Kratochwill, pesquisador do IBGE, ao detalhar a pesquisa nesta quinta-feira. A menor taxa de desemprego da pesquisa ainda é a de trimestre móvel finalizado em dezembro de 2025, quando registrou 5,1%. No trimestre encerrado em julho, o país tinha 5,8 milhões de desempregados – pessoas de 14 anos ou mais que buscaram emprego, mas não conseguiram encontrar. O número aponta retração de 8% frente ao trimestre móvel anterior (menos 503 mil pessoas) e queda de 4,9% frente a igual período de 2025 (menos 299 mil pessoas). De maio a julho, a população ocupada (empregados, empregadores, funcionários públicos) era de 103,3 milhões de pessoas, a maior da série histórica. Isso representa um avanço de 1% em relação ao período do trimestre móvel anterior (mais 1 milhão de pessoas ocupadas). Frente a igual trimestre de 2025, subiu 0,9% ( mais 899 mil de pessoas). Já a força de trabalho – que soma pessoas ocupadas ou em busca de empregos com 14 anos ou mais de idade – estava em 109,2 milhões no trimestre móvel encerrado em julho. Foi o contingente mais elevado da série, sendo 0,5% a mais do que no trimestre móvel anterior (mais 499 mil pessoas), e 0,6% acima de igual período em 2025 (mais 600 mil pessoas). A renda média dos trabalhadores ficou estável no trimestre móvel encerrado em julho ante trimestre móvel anterior, para R$ 3.762,00. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores considera a soma de todos os trabalhos. O IBGE registrou recuo de 0,7% na renda média, no trimestre encerrado em julho, ante trimestre móvel anterior, e considera essa variação, próxima a zero, como estabilidade. Na comparação com igual trimestre de 2025, houve alta de 3,3%, no trimestre encerrado em julho. Já a massa de rendimentos real habitualmente recebida por pessoas ocupadas (em todos os trabalhos) foi de R$ 383,5 bilhões no trimestre móvel encerrado em julho, a maior da série. O número aponta variação de 0,2% frente ao trimestre móvel anterior (mais R$ 904 milhões). Assim como na renda média, por ser variação muito próxima à zero, o IBGE considera que houve estabilidade, ante trimestre anterior. Frente a igual período de 2025, há aumento de 4,11% (mais R$ 15,1 bilhões) no trimestre finalizado em julho desse ano. — Foto: José Cruz/Agência Brasil