País tinha 5,9 milhões de desempregados no período, retração de 10,9% frente ao primeiro trimestre e queda de 6,3% ante igual período de 2025; população ocupada era de 103,1 milhões de pessoas A taxa de desemprego no país caiu para 5,4% no segundo trimestre de 2026. O resultado ficou abaixo do observado no primeiro trimestre (6,1%) e também abaixo do resultado de igual período de 2025 (5,8%). No trimestre móvel encerrado em maio, a taxa foi de 5,6%. A taxa de 5,4% também é a menor para um segundo trimestre da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012. O resultado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em linha com a mediana das expectativas de 19 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, que apontava para uma taxa de 5,4% no terceiro trimestre. O intervalo das projeções ia de 5,3% a 5,6%. No segundo trimestre de 2026, o país tinha 5,9 milhões de desempregados – pessoas de 14 anos ou mais que buscaram emprego, mas não conseguiram encontrar. O número aponta retração de 10,9% frente ao primeiro trimestre (menos 718 mil pessoas) e queda de 6,3% ante igual período de 2025 (menos 392 mil pessoas). A população ocupada (empregados, empregadores, funcionários públicos) no segundo trimestre, por sua vez, era de 103,1 milhões de pessoas. Isso representa um avanço de 1,1% em relação ao primeiro trimestre (mais 1,081 milhão de pessoas ocupadas). Frente a igual trimestre de 2025, subiu 0,7% (742 mil pessoas). Renda A renda média dos trabalhadores recuou 1,5% no segundo trimestre de 2026, ante o primeiro trimestre, para R$ 3.738. A diferença é de R$ 57 a menos. A variação, no entanto, é classificada pelo IBGE como estabilidade estatística, por estar dentro da margem de erro da pesquisa. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores considera a soma de todos os trabalhos. Na comparação com igual trimestre de 2025, houve alta de 2,8% (R$ 103 a mais). Já a massa de rendimentos real habitualmente recebida por pessoas ocupadas (em todos os trabalhos) foi de R$ 380,3 bilhões no segundo trimestre. O número aponta recuo de 0,5% frente ao primeiro trimestre, ou R$ 1,832 bilhão a menos. A variação também foi classificada como estabilidade estatística pelo IBGE. Frente a igual período de 2025, há aumento de 3,6% (R$ 13,2 bilhões a mais). — Foto: Antonio Cruz/ABr
Desemprego cai para 5,4% no 2º trimestre, o menor patamar da série histórica para o período
País tinha 5,9 milhões de desempregados no período, retração de 10,9% frente ao primeiro trimestre e queda de 6,3% ante igual período de 2025; população ocupada era de 103,1 milhões de pessoas















