27/08/2026 08h00 Atualizado há 43 minutos
Dono de reservas relevantes de minerais críticos e terras raras, o Brasil tende a ganhar protagonismo na oferta mundial desses materiais, fundamentais para atender a demandas relacionadas à transição energética e ao avanço da inteligência artificial (IA). Representantes do setor, que participaram da Exposibram 2026, realizada em Belo Horizonte entre 24 e 27 de agosto, defenderam a necessidade de segurança jurídica e fortalecimento da cooperação internacional para estimular o desenvolvimento da cadeia produtiva no país.
O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) apresentou na quarta-feira (26) o documento “Mineração: Uma Prioridade Estratégica para o Brasil 2027/2030”, que propõe uma agenda de mineração sustentável. O documento será entregue aos candidatos à Presidência da República.
“Constatamos que há um movimento maior na sociedade de questionar sobre como deve ser a mineração e que papel o setor deve ter para contribuir para o desenvolvimento do país. Este documento responde a essas questões”, afirmou o diretor-presidente interino do Ibram, Pablo Cesário.
Na visão do Ibram, o Brasil possui minerais abundantes e indústria competitiva, mas precisa de visão estratégica para transformar esse potencial de riqueza em crescimento econômico. O documento defende o desenvolvimento de minerais críticos no país, o fortalecimento de instituições como a Agência Nacional de Mineração (ANM), agilidade no licenciamento ambiental, o combate ao garimpo ilegal, entre outros temas. “A gente quer cocriar tecnologia e financiamento; criar prosperidade para o país”, afirmou Cesário.










