Mineração 4.0: a revolução industrial do setorDrones, satélites, 5G, gestão de dados e veículos autônomos já estão na operação da Vale, Rio Tinto e BHP; para especialistas é a revolução industrial do setor. Crédito: EstadãoO Ministério de Minas e Energia do Brasil apresentou o Plano Nacional de Mineração 2050, visando aumentar a participação do país na produção mundial de minerais críticos para 12,2% até 2050. O plano prevê crescimento da indústria mineral no PIB e investimentos em pesquisa. Espera-se a criação de 2,8 milhões de empregos diretos no setor. O ministro Alexandre Silveira destacou o potencial do plano para modernizar a economia e reduzir a dependência externa de fertilizantes. O governo busca avançar na industrialização e adensamento das cadeias produtivas.BRASÍLIA - O Ministério de Minas e Energia (MME) apresenta nesta quinta-feira o Plano Nacional de Mineração 2050 (PNM 2050), durante reunião do chamado Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), que conta com a participação de outros ministros. Esse plano é visto como um instrumento de longo prazo da política mineral brasileira responsável. A participação do Brasil na produção mundial de minerais críticos poderá atingir 12,2% até 2050.No cenário conservador, ainda sem considerar os efeitos positivos esperados com o marco legal para o setor, a indústria de transformação mineral pode passar de 51,5% para 65% da participação no PIB do setor em 25 anos. No mesmo intervalo, os investimentos em pesquisa mineral devem sair de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,7 bilhões anuais.União Europeia entra na disputa por terras raras no BrasilComissário europeu visita projeto em Minas Gerais e tenta acordo com o governo Lula em setor dominado pela China e de interesse dos EUA. Crédito: Felipe FrazãoPUBLICIDADEAté 2050, são esperados 2,8 milhões de empregos diretos no setor mineral (+800 mil empregos) nesse horizonte de aproximadamente 25 anos. Além disso, a redução no tempo médio de análise de processos minerários passará de 1.563 para 780 dias. A participação do Brasil na produção mundial de minerais críticos sairá de 8,3% para 12,2%. Em outro prognóstico, também é estimada a redução da dependência externa “de fertilizantes PK” de 87,3% para 34,9%.“O Brasil tem algumas das maiores reservas minerais do mundo, e o PNM 2050 mostra o caminho para que nossa riqueza sirva à modernização da economia nacional, transformando esse potencial em desenvolvimento, tecnologia, emprego e renda para o nosso povo. O Plano ainda reafirma nossa soberania em um cenário internacional cada vez mais competitivo”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em nota.Leia tambémComo a maior produtora de alumínio do País pretende cortar em um terço emissões de poluentesHydro Rein monta plataforma de energia limpa em investimentos de US$ 2 bi em parques solar e eólicoUnião Europeia acelera negociação com Brasil por terras raras após EUA fechar compra de mineradoraO setor mineral responde por cerca de 3,3% do PIB brasileiro e por aproximadamente 2 milhões de empregos diretos. O governo federal vê investimentos “em trajetória de crescimento” nos últimos anos. Os minerais críticos são usados em baterias, turbinas eólicas e tecnologias digitais e de defesa. “O Brasil quer deixar de ser apenas exportador de bens primários e avançar na industrialização e no adensamento de suas cadeias produtivas”, diz o MME.Minério de lítio produzido pela Sigma Lithium, extraído em jazida localizada em Araçuaí e Itinga (MG)