O governo estabeleceu uma série de medidas dentro do setor de mineração para tentar reduzir a dependência crônica do país na importação de fertilizantes, além de metas para ampliar a produção de minerais críticos e aumentar o peso econômico do setor na economia.

As medidas fazem parte do PNM (Plano Nacional de Mineração) 2050, documento elaborado pelo MME (Ministério de Minas e Energia) que define as diretrizes da política mineral para os próximos 25 anos e que deverá orientar as ações da União.

Uma das principais metas prevê a redução da dependência brasileira de fósforo e potássio, insumos essenciais para fertilizantes, dos atuais 87,3% para 34,9% até 2050. Hoje, o país importa quase nove de cada dez toneladas de fósforo e potássio consumidas pela agricultura. A promessa é estimular pesquisa mineral, acelerar novos projetos e integrar a política mineral ao Plano Nacional de Fertilizantes.

A Folha teve acesso à integra do documento, que foi apresentado nesta quinta-feira (2) pelo Conselho Nacional de Pesquisa Mineral e traça um diagnóstico dos gargalos do setor, estabelece metas e organiza 75 diretrizes distribuídas em nove eixos, que vão desde pesquisa mineral e inovação até sustentabilidade, governança e inserção internacional.