O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou nesta sexta-feira (28) que os minerais críticos são o novo petróleo desta geração e que o Brasil está ficando para trás nessa corrida global.

Segundo ele, o país tem falhado em acompanhar o crescimento de concorrentes globais, apesar de ter a "tabela periódica" em seu território. Por isso, diz, precisa implementar medidas estruturais para destravar suas capacidades nesse setor.

"O Brasil tem um potencial enorme de ser um grande líder nesse processo de transição energética, de ofertar esses minerais críticos. No entanto, apesar de todo esse potencial, a gente vem ficando para trás na corrida", afirmou durante evento do Grupo Lide em São Paulo.

Durante sua fala, Pimenta apresentou dados comparando a evolução da oferta de minerais como ferro, níquel e cobre do Brasil em relação a outros países.

Segundo ele, em 2010, o Brasil produzia cerca de 380 milhões de toneladas de minério de ferro, enquanto a Austrália produzia em torno de 400 milhões. Quinze anos depois, a Austrália atingiu a marca de 1 bilhão de toneladas, enquanto o Brasil ficou estagnado no mesmo patamar.