Nausheen Gilkar afirmou que pediu interrupção da gestação por temer pela sobrevivência do filho; juíza do Texas prorrogou por 14 dias a ordem de restrição e manteve o caso sob sigilo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Nausheen Gilkar e Omar Ahmed, ao lado, McKenna West, ambos chegando na audiência — Foto: Reprodução/CBS TEXAS A disputa pela guarda de um bebê com uma grave cardiopatia ganhou novos contornos nesta terça-feira, durante uma audiência de quase cinco horas em um tribunal do Condado de Dallas, no Texas, Estados Unidos. A mãe biológica, Nausheen Gilkar, se emocionou ao explicar por que ela e o marido, Omar Ahmed, pediram a interrupção da gestação, enquanto McKenna West, a barriga de aluguel, reafirmou que quer ficar com a guarda do recém-nascido. — Essa era nossa única opção. Nunca desejamos nada mais do que este bebê — afirmou Gilkar, segundo o Daily Mail. O depoimento precisou ser interrompido por alguns instantes para que ela se recompusesse. Pais contestam guarda reivindicada por West Gilkar contou que passou por oito tentativas malsucedidas de fertilização in vitro e precisou fazer uma histerectomia antes de recorrer à barriga de aluguel. O casal contratou West para gestar o filho, mas a relação se deteriorou depois que exames identificaram síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo, uma condição em que o lado esquerdo do coração não se desenvolve adequadamente. Segundo os advogados do casal, o contrato previa a possibilidade de interromper a gestação em caso de "anomalias fetais". Eles afirmam que West inicialmente concordou com o procedimento, mas depois mudou de ideia. A defesa da enfermeira sustenta que ela decidiu proteger a criança e buscou tratamento no Texas. Rumi, como os pais o chamam, nasceu em 12 de agosto e passou por uma cirurgia de Norwood. O bebê permanece em estado crítico e, segundo informações apresentadas no tribunal, pode ficar internado por pelo menos mais um mês. — Ele é a pessoa mais linda que eu já vi. Ele é o amor das nossas vidas — disse Gilkar, que afirmou ter conseguido segurar o filho poucas vezes desde o nascimento devido à necessidade constante de cuidados médicos. Ao final da audiência, a juíza Ashley Wysocki prorrogou por 14 dias a ordem de restrição que impede West de ter contato com o bebê. A magistrada também determinou que os próximos procedimentos do caso sejam mantidos em sigilo para preservar a privacidade da criança. West, que é mãe de dois filhos, afirma que deve ser reconhecida como mãe por ter dado à luz. Sua defesa, financiada pela organização conservadora Alliance Defending Freedom, busca a guarda do recém-nascido. Os pais biológicos, por outro lado, já foram reconhecidos como os responsáveis legais pela criança por uma decisão de um tribunal da Califórnia. — Eu sabia que ele merecia ser protegido e que merecia uma chance — afirmou West durante a audiência. A disputa segue sendo analisada pela Justiça americana, com processos envolvendo os direitos parentais e o cumprimento do contrato de barriga de aluguel.
Mãe biológica chora e barriga de aluguel segue sem ver bebê com cardiopatia: entenda audiência de quase 5 horas nos EUA
Nausheen Gilkar afirmou que pediu interrupção da gestação por temer pela sobrevivência do filho; juíza do Texas prorrogou por 14 dias a ordem de restrição e manteve o caso sob sigilo
















