Nausheen Gilkar afirmou que ela e o marido temiam que o filho não sobrevivesse à cardiopatia; juíza estendeu por 14 dias a ordem que impede McKenna West de ter contato com o recém-nascido 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 McKenna West, ao centro, a mãe de aluguel do Alasca que fugiu para o Texas para dar à luz, é vista chegando ao tribunal — Foto: Reprodução/CBS TEXAS Os pais biológicos de Rumi, conhecido como "Bebê Gabriel", defenderam nesta terça-feira (25), no Texas, o pedido para interromper a gestação após o diagnóstico de uma grave cardiopatia, enquanto a barriga de aluguel McKenna West busca obter a guarda exclusiva do recém-nascido. Durante uma audiência de quase cinco horas no Condado de Dallas, Nausheen Gilkar afirmou que ela e o marido, Omar Ahmed, temiam que o filho não sobrevivesse às complicações de saúde. — Essa era nossa única opção. Nunca desejamos nada mais do que este bebê — disse Gilkar, que precisou interromper o depoimento após se emocionar, segundo a ABC 7. Ao fim da sessão, a juíza Ashley Wysocki decidiu estender por mais 14 dias a ordem de restrição temporária que impede West de ter contato com Rumi. A magistrada também determinou que os próximos procedimentos relacionados ao caso sejam mantidos em sigilo para preservar a privacidade do recém-nascido. McKenna West — Foto: Reprodução Pais contestam pedido de guarda Gilkar e Ahmed contrataram West após oito tentativas malsucedidas de fertilização in vitro e uma histerectomia da mãe biológica. Segundo o advogado do casal, a enfermeira havia assinado um contrato prevendo a interrupção da gravidez caso fossem identificadas "anomalias fetais". A cardiopatia, a síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo, foi diagnosticada durante a gestação. Os advogados dos pais afirmam que West se recusou a realizar uma amniocentese que poderia indicar se o bebê seria candidato à cirurgia cardíaca. Gilkar reconheceu que pediu a interrupção da gravidez, mas negou que o casal tenha pretendido impedir cuidados médicos para o filho. Rumi nasceu em 12 de agosto e precisou ser reanimado. Desde então, passou por exames genéticos, de sangue, ecocardiograma e pelo procedimento de Norwood, uma cirurgia cardíaca de grande porte. Segundo depoimento apresentado no tribunal, o bebê continua em estado crítico e deverá permanecer na UTI por pelo menos mais um mês. Nausheen Gilkar e Omar Ahmed, os pais biológicos chegando na audiência — Foto: Reprodução/CBS TEXAS — Ele é a pessoa mais linda que eu já vi. Ele é o amor das nossas vidas — afirmou Gilkar, segundo o Daily Mail, que acompanhou a audiência. Os pais biológicos pedem que a Justiça rejeite a reivindicação de maternidade de West. Eles já foram reconhecidos como os únicos pais legais por um tribunal da Califórnia. A enfermeira, por sua vez, sustenta que é mãe da criança por ter dado à luz e busca a guarda. Sua defesa é financiada pela organização conservadora Alliance Defending Freedom. — Eu sabia que ele merecia ser protegido e que merecia uma chance — afirmou West durante a audiência. A disputa começou após West se mudar para o Texas para garantir tratamento ao bebê, contrariando a preferência dos pais pelo parto na Califórnia. O caso envolve processos nos dois estados e ainda não tem uma decisão definitiva sobre a guarda de Rumi.
Audiência entre barriga de aluguel e pais biológicos termina após quase 5 horas nos EUA; saiba o que ocorreu
Nausheen Gilkar afirmou que ela e o marido temiam que o filho não sobrevivesse à cardiopatia; juíza estendeu por 14 dias a ordem que impede McKenna West de ter contato com o recém-nascido
















