Menino foi diagnosticado ainda no útero com grave malformação cardíaca e deverá passar por cirurgia; decisão provisória no Texas também impede os pais biológicos de recusarem cuidados considerados necessários 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 McKenna West deu à luz na região de Dallas — Foto: Redes sociais O bebê que se tornou o centro de uma disputa judicial envolvendo barriga de aluguel nasceu na manhã desta quarta-feira, na região de Dallas, no Texas, nos Estados Unidos. Batizado de Gabriel por McKenna West, o menino foi levado para receber tratamento após ser diagnosticado ainda no útero com síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo, uma grave cardiopatia congênita que exige intervenção cirúrgica logo após o nascimento. A informação foi confirmada pelo advogado de West, Lincoln Wilson, ao The Dallas Morning News. O nascimento ocorre um dia depois de West obter uma decisão judicial que determina que Gabriel receba os cuidados médicos necessários. A ordem, porém, também impede a enfermeira do Alasca de ver ou segurar o filho após o parto. A medida foi tomada após o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, pedir à Justiça que os médicos fossem autorizados a realizar o tratamento considerado necessário para preservar a vida do bebê. Diagnóstico deu início à disputa West, de 28 anos e mãe de dois filhos, descobriu a cardiopatia na 20ª semana de gestação. Os pais biológicos, Nausheen Gilkar e Omar Ahmed, haviam pedido que ela interrompesse a gravidez, alegando preocupação com a qualidade de vida futura da criança. A gestante recusou e buscou alternativas médicas no Texas, onde encontrou uma equipe especializada no tratamento da síndrome. O caso provocou processos judiciais entre os envolvidos. Os pais biológicos, que vivem na Califórnia, processaram West, enquanto ela também recorreu à Justiça para tentar garantir que Gabriel permanecesse no Texas e tivesse acesso ao tratamento. Na terça-feira, um juiz do Condado de Dallas determinou ainda que um tutor legal acompanhe as decisões médicas relacionadas ao recém-nascido. — O tribunal tomou a decisão correta ao agir imediatamente para proteger a vida do bebê Gabriel e garantir que ele receba os cuidados que merece — afirmou Paxton, segundo a Live Action. A fundadora da organização, Lila Rose, comemorou a decisão sobre o tratamento, mas criticou a proibição de contato entre West e o bebê. "Isso é profundamente injusto, pois o bebê Gabriel será separado da única mãe que conhece, tendo que passar por uma cirurgia sem o conforto ou apoio dela", escreveu no X. O futuro da guarda e dos direitos parentais ainda será definido pela Justiça. West e os pais biológicos estão proibidos de retirar Gabriel do Texas, e uma nova audiência está marcada para 25 de agosto. Segundo o New York Post, que também noticiou o nascimento, ainda não está claro qual será o desfecho jurídico caso o bebê deixe o hospital.