Criança nasceu prematuramente na quarta-feira e está sob os cuidados dos pais biológicos, segundo o representante legal; bebê foi diagnosticado ainda na gestação com uma rara doença cardíaca 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 McKenna West se recusou a interromper a gestação, como pediram os pais biológicos depois que o feto foi diagnosticado com uma grave cardiopatia congênita — Foto: Redes Sociais Os pais biológicos do bebê gerado por uma mulher que atuava como barriga de aluguel e decidiu não interromper a gravidez, apesar da vontade do casal, estão “devastados” com a repercussão política do caso, segundo o advogado deles, Lee Budner. Em declaração ao site TMZ, o representante afirmou que a criança nasceu prematuramente na manhã de quarta-feira (12) e está sob os cuidados físicos dos pais, enquanto recebe atendimento médico. — Como se a angústia causada pela condição de saúde dele não bastasse, eles estão devastados ao ver sua tragédia familiar transformada em espetáculo político pelo gabinete do Procurador-Geral do Texas e por McKenna West — afirmou Budner. O advogado disse que os pais estão priorizando a saúde do filho e seguindo as orientações da equipe médica. Segundo ele, a principal preocupação do casal neste momento é permanecer o máximo de tempo possível com a criança e garantir que ela receba os cuidados médicos necessários. O bebê, chamado de Gabriel pela gestante McKenna West, nasceu antes do previsto. O parto estava marcado para 2 de setembro, mas ocorreu antecipadamente em meio à disputa judicial que envolve os pais biológicos, a gestante e autoridades do Texas. Bebê foi diagnosticado com doença cardíaca A disputa começou ainda durante a gestação. Em um ultrassom realizado na 20ª semana, médicos identificaram que o feto tinha síndrome de hipoplasia do coração esquerdo (SHCE), uma rara má-formação congênita em que o lado esquerdo do coração não se desenvolve adequadamente. O contrato firmado entre West e os pais biológicos previa a possibilidade de interrupção da gravidez caso fosse identificada alguma “anomalia”. O casal teria decidido exercer essa opção após o diagnóstico. West, porém, não concordou com a decisão e viajou para o Texas para prosseguir com a gravidez e dar à luz. Segundo informações do mesmo site, ela esperava ser reconhecida como mãe biológica da criança. A situação acabou chegando à Justiça do Texas, com o envolvimento do procurador-geral do estado, Ken Paxton. Ele conseguiu uma ordem judicial de emergência para obrigar dois hospitais de Dallas — o UT Southwestern Medical Center e o Children's Medical Center of Dallas — a fornecerem os cuidados médicos necessários ao bebê. Gestante perdeu poder de decisão sobre o bebê Documentos judiciais mostram que uma ordem de restrição temporária solicitada pelos pais biológicos retirou de West a autoridade para tomar decisões relacionadas à criança. A medida determina que ela não pode decidir sobre tratamentos médicos, exercer a guarda de Gabriel, apresentar-se como mãe ou responsável legal nem assinar documentos em nome do bebê. A ordem também impede que West retire a criança do hospital ou interfira no direito dos pais biológicos de ter acesso exclusivo ao filho. Por outro lado, os pais foram autorizados a receber informações sobre o estado de saúde de Gabriel e a tomar decisões médicas em nome dele. A medida foi solicitada antes mesmo do nascimento da criança, como uma ação preventiva diante da disputa sobre a guarda e os cuidados médicos. A ordem permanece válida, pelo menos inicialmente, até as 13h de 25 de agosto, quando West deverá comparecer a uma audiência no Tribunal Distrital do Condado de Dallas, no Texas.
Pais de bebê de barriga de aluguel que recusou abortar veem caso como ‘espetáculo político’ e estão ‘devastados’, diz advogado
Criança nasceu prematuramente na quarta-feira e está sob os cuidados dos pais biológicos, segundo o representante legal; bebê foi diagnosticado ainda na gestação com uma rara doença cardíaca






